Viatura equipada com câmeras permite que unidade da Polícia Civil identifique veículos roubados – Porto Alegre 24 Horas
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Viatura equipada com câmeras permite que unidade da Polícia Civil identifique veículos roubados

Tecnologia ainda está em fase de testes e custa, aproximadamente, R$ 50 mil

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Foto: Reprodução

A Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas de Santa Cruz do Sul, na Região Central do Rio Grande do Sul, já está usando uma novidade que promete facilitar o combate ao furto de veículos. Trata-se de um sistema de monitoramento por câmeras, instaladas em uma viatura.

A tecnologia, batizada de Autopatrol, foi desenvolvida por uma empresa de Vera Cruz, cidade vizinha ao município que estreia o equipamento. O coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Kopp Tecnologia, Leandro Lottermann, explica que o custo para implementação gira na casa dos R$ 50 mil, mas varia de acordo com a necessidade da corporação.

“O produto em si se trata de componentes eletrônicos. Depois disso, nós temos agregado a ele chips de celular, chips 3G. E nós temos também integrações, porque esse produto precisa ter algum tipo de integração com uma base de dados. No caso do Rio Grande do Sul seria uma base de dados talvez do Detran, do Daer, alguma coisa nesse sentido. Então para cada localidade, ele tem uma particularidade. Hoje eu acredito que o produto possa estar em torno de uns 50 ou 60 mil reais.”

As câmeras ficam no alto da viatura, de modelo Ranger XLT, e comparam os dados das placas dos veículos flagrados nas imagens com o banco de dados do Detran. Assim, é possível identificar qualquer irregularidade quanto ao cadastro dos automóveis – dentre elas, o fato de carros roubados permanecerem em circulação.

A primeira unidade foi fruto de uma parceria entre a empresa, que está usando o feedback dos oficiais para aprimorar a tecnologia, e a Polícia Civil. O inspetor da DRACO, Marson Mohr, afirma que não há custos operacionais para o uso das câmeras, que se comunicam a partir de uma rede de chips telefônicos.

“Só o custo do combustível mesmo, a princípio não tem nenhum recurso a mais. A questão de imagens ficam armazenadas em um HD, e elas auxiliam desde a identificação de locais até a questão do clareamento de como ocorre eventual ação da polícia também. Até uma questão de preservação de legalidade né, da conduta do policial.”

Apesar de estar em queda, o número de ataques a veículos no Rio Grande do Sul ainda é bastante significativo. De acordo com o último levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, entre janeiro e agosto desse ano 8,7 mil carros foram furtados, enquanto 7,8 mil acabaram sendo roubados por criminosos. (Aristóteles Júnior | Band)

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