Vereadores pedem auditoria sobre fim da segunda passagem em Porto Alegre
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Vereadores pedem auditoria sobre fim da segunda passagem em Porto Alegre

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Um documento assinado por 16 vereadores da Capital foi protocolado junto ao Ministério Público de Contas. O ofício solicita uma inspeção especial no decreto emitido pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, que retira a gratuidade da segunda passagem do transporte público.

De acordo com a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), líder da oposição na Câmara, o pedido se embasa em dois argumentos. O primeiro, diz que a segunda passagem gratuita é um direito do cidadão de áreas mais afastadas que sofre com a falta de linhas de ônibus diretas. O segundo, se atém ao fato de mesmo com o corte das gratuidades, não existir uma previsão de redução do preço da tarifa. A vereadora ressalta a importância da opinião pública: “Contamos com o apoio da população de Porto alegre. A gente sabe que essas ações podem ser vitoriosas à medida que haja mobilização, com ações políticas e jurídicas que podem garantir direito”.



Entre os vereadores que apoiam a inspeção, estão vereadores, inclusive, de partidos da base aliada. O próprio líder do governo na Câmara, Cláudio Janta (SDD), se manifestou contra o decreto. Para Melchionna, o posicionamento dele conta a favor do pedido: “Isso mostra desconformidade de boa parte, quase a maioria, dos parlamentares com relação à medida tomada pelo Marchezan”.

Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), uma avaliação está sendo feita para evitar o prejuízo da população. Entretanto, Marcelo Soletti ressalta que essas medidas de isenções são necessárias. “Hoje Porto Alegre está com 36% de isenção. Este número vem crescendo em razão da saída do passageiro do sistema de transporte público. Porto alegre está muito acima da média nacional, que é 21%”. De acordo com o Soletti, esta é uma medida necessária: “Se nada for feito, o sistema vai ser inviabilizado em curtíssimo prazo. Eu sei que as pessoas se sentem prejudicadas, mas o momento demanda isso”.

O movimento da oposição às isenções deve ocorrer durante todo este mês.



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