UFRGS suspende emissões de carteirinhas por falta de dinheiro
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UFRGS suspende emissões de carteirinhas por falta de dinheiro

A universidade não soube responder até a publicação desta nota o questionamento da reportagem sobre qual é o custo mensal da impressão das carteirinhas.

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Foto: Ramon Moser/Ufrgs

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) confirmou nesta quinta-feira (22) que a emissão de novas carteiras de identificação estudantis estão suspensas desde o início do segundo semestre de 2019 pela falta de recursos resultante do corte promovido pelo governo federal nas verbas de custeio e manutenção da universidade.

As carteirinhas são usadas, entre outras coisas, para que os alunos possam acessar bibliotecas, restaurantes universitários e alguns prédios que possuem catracas. A universidade diz que os alunos que perderam o documento ou não fizeram ainda, como é o caso de quem ingressou neste semestre, devem apresentar o comprovante de matrícula para acessarem os locais que exigem a apresentação da carteira de identificação.

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A UFRGS diz que não há previsão para o restabelecimento do serviço e que trabalha em uma alternativa digital, mas também sem previsão de entrada em vigor. A universidade não soube responder até a publicação desta nota o questionamento da reportagem sobre qual é o custo mensal da impressão das carteirinhas.

Também nesta quinta, a instituição informou que suspendeu a partir das 14h o serviço de ônibus circular que opera no Campus do Vale, localizado na divisa entre os municípios de Porto Alegre e Viamão, em razão de “problema na gestão do contrato de abastecimento”. A Pró-Reitoria de Planejamento diz que está trabalhando para normalizar o serviço nesta sexta-feira (23).

Desde o início da gestão de Jair Bolsonaro (PSL), o governo federal vem anunciando uma série de bloqueios de verbas da educação. Somente com relação a recursos de custeio e manutenção de universidades federais, os cortes superam R$ 2,2 bilhões. Em maio, o Sul21 fez um levantamento sobre o impacto dos cortes nas universidades e institutos federais do Rio Grande do Sul e apurou que as instituições sofreram bloqueios em valor superior a R$ 215 milhões. Somente a UFRGS sofreu um corte de cerca de R$ 55 milhões. (Sul21)

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