Trabalhadores dos Correios devem entrar em greve esta semana
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Trabalhadores dos Correios devem entrar em greve esta semana

Empresa deixou a negociação com os funcionários que era mediada pelo TST.

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Foto: Reprodução

Os trabalhadores dos Correios se reúnem na terça-feira para decidir se vão entrar em greve. A assembleia acontece tanto a nível nacional quanto estadual. A orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares é pela adesão total de paralisação.

A medida vem após os Correios se retiraram das negociações que estavam sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho. A decisão encerra a prorrogação do acordo que evitava a greve e mantinha atendimento emergencial e em curso do plano de saúde para os dependentes dos funcionários.

Esse é um dos principais benefícios que causa o conflito entre a empresa e os trabalhadores. Outro ponto é a questão do reajuste salarial. Segundo o Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul, Alexandre Nunes, as retiradas representam uma diminuição de pelo menos 8 mil reais por ano no recebido pela categoria:

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“Em defesa de um acordo coletivo de trabalho justo, que garanta o que já temos, que garanta um percentual razoável de reajuste. O que a empresa tá propondo não dá nem 30% da inflação, além da retirada de muitos benefícios.”

Uma possível privatização da estatal também preocupa. Atualmente, são cerca de 100 mil funcionários nos Correios. Para o Secretário Geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares, José Rivaldo da Silva, a medida resultaria na demissão de muitos servidores:

“Os Correios é uma empresa viável e séria. Quando você tem um objetivo, no caso da direção dos correios, tem a missão de privatizar a empresa a missão é essa mesmo: Jogar a opinião pública dos trabalhadores, na verdade é defender a empresa e a manutenção da empresa, são 100 mil pessoas, se for privatizada no mínimo 60 mil serão demitidos.”

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Em nota, o Tribunal Superior do Trabalho informou que havia solicitado a atuação de servidores do Programa de Assistência à Saúde para estudarem a situação do plano de saúde dos empregados dos Correios. Segundo o TST, os estudos resultaram em alternativas de soluções.

Os correios atendem 5.570 municípios do país. De acordo com os sindicatos, 92% da arrecadação da estatal vem de 392 cidades. A privatização, para eles, colocaria em risco o atendimento em localidades que não dão lucro. (Gabriela Plentz | Band)

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