Terceiro dia de paralisação dos funcionários do Imesf altera a rotina de 140 mil pessoas em Porto Alegre – Porto Alegre 24 Horas
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Terceiro dia de paralisação dos funcionários do Imesf altera a rotina de 140 mil pessoas em Porto Alegre

16 unidades ficaram fechadas durante a sexta-feira, enquanto outras 10 abriram as portas de forma parcial

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Foto: Luiza Prado | JC

A greve dos funcionários vinculados ao Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família de Porto Alegre continua. Na sexta-feira, o terceiro dia de mobilização, a maior parte dos servidores permaneceu de braços cruzados. Um protesto da categoria também foi organizado, e aconteceu em frente à Prefeitura da Capital Gaúcha.

Os trabalhadores reivindicam uma alternativa para o fechamento do Imesf, que foi considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e deve ser extinto pelo Poder Público assim que uma alternativa temporária seja definida. Com isso, mais de 1.800 pessoas que realizam atendimentos, hoje, nas unidades de saúde, perderiam o emprego.

A categoria alega que o diálogo com a administração municipal tem sido difícil, e que a contratação de uma empresa privada para auxiliar na gestão dos pontos vai contra um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pelo Executivo. O representante da comissão de trabalhadores do Imesf, Estêvão Finger, afirma que se preocupa, também, com os prejuízos causados à população.

“Teve um compromisso que o secretário fez, antes de iniciar a greve, que se os trabalhadores retornassem para a unidade, ele nos receberia. Mas até agora não nos recebeu”, diz Finger. Ele completa: “Tudo que a gente quer é um diálogo, porque o caos está instalado por conta deste governo e está prejudicando já a população de Porto Alegre”.

Por outro lado, o secretário de Saúde de Porto Alegre, Pablo Stürmer, ressalta que o Ministério Público deu sinal verde para a realização do procedimento de contratação emergencial para a administração da saúde da família na cidade. Ainda conforme o gestor, o Poder Público continuará com o controle do setor, já que definirá as regras sob as quais a parceira irá prestar os serviços.

“A gestão da rede é toda nossa. Como deve ser atendido, quais são as metas a serem contempladas, que resultados a gente espera de cada prestador, isso fica a cargo da Secretaria. A operação, os detalhes do dia a dia, ficam a cargo dos parceiros”.

Os funcionários do Instituto Municipal de Estratégia da Saúde da Família da Capital Gaúcha irão realizar uma nova assembleia, nos próximos dias, para definirem se a greve continua, ou não. As demissões também serão discutidas no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região ao longo das próximas semanas. (Aristóteles Júnior | Band)

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