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Temporal deixa estragos ao longo do Litoral Norte

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O temporal que atingiu diversas regiões do Rio Grande do Sul causou transtornos não somente em Porto Alegre, mas também no Litoral Norte. Os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Caraá e Maquiné tiveram prejuízos com as fortes chuvas e a ventania que marcou presença no território gaúcho desde terça-feira.

Em Santo Antônio da Patrulha, uma residência de madeira e material desabou na rua Marechal Floriano Peixoto, no bairro Santa Terezinha. O morador, Luis Henrique Moraes, 50 anos, disse que a base da casa, que não passa por uma reforma há 14 anos, estava comprometida. “A chuva e o vento foram muito fortes. Minha esposa estava cozinhando e percebeu que o piso estava cedendo. Quando vimos, tudo começou a desabar”, contou Moraes. A residência foi construída por ele, que é pintor e levantou a estrutura com a ajuda do pai, que também tem uma casa no mesmo terreno. “Agora que perdemos nosso teto, estamos ficando na casa do meu pai. Vamos esperar a chuva passar para começar a reconstruir”, explicou. Apesar do prejuízo, Moraes disse que está aliviado pois conseguiu cobrir os eletrodomésticos com lonas e não estragou muitos pertences. Felizmente ninguém ficou ferido e o Corpo de Bombeiros da cidade auxiliou na remoção das paredes que permaneceram em pé.




Em Caraá, município vizinho a Santo Antônio da Patrulha, a situação foi mais grave. Na noite de quinta-feira, o Centro da cidade ficou completamente alagado, em frente à sede da Brigada Militar. Na região, onde também está localizado o Ginásio municipal e a Escola Estadual de Ensino Médio Marçal Ramos, a água chegava quase nos joelhos. As aulas chegaram a ser suspensas na instituição de ensino, que acaba ficando alagada quando as fortes chuvas atingem o município. De acordo com a Defesa Civil, um dos maiores prejuízos foi um dano irreparável na barragem que corta o rio dos Sinos, nas proximidades da rua Leopoldo Fofonka. A estrutura cedeu completamente e deixou um grande buraco.

O morador da região e militar aposentado Antonino Antônio da Silveira, 72 anos, disse que a barragem era antiga e que desde o início não foi bem pensada. “Eles deviam ter colocado um suporte no meio e não colocaram. Agora, ficamos com esse prejuízo e nenhum carro pode passar para o outro lado”, destacou. Silveira passou por uma ponte suspensa de madeira, bastante perigosa, segundo ele, onde só atravessam pedestres. “Nem bicicleta, nem moto. Somente a pé. Agora como fica o trânsito?”, questionou.

A força do rio dos Sinos acabou danificando bastante a estrutura da barragem e agora flui livremente. Outra barragem que apresentou problemas foi a do Arroio Caraá. Devido à cheia, as águas passavam por cima da estrutura e, na noite de quinta-feira, quando o temporal foi mais severo na região, a pista da rua Beno Biller acabou ficando interrompida por conta do grande acúmulo de água. A costureira Luciana Souza da Rocha, 34 anos, que mora há nove bem na beira do arroio, disse que quando a chuva é muito forte, as águas passam por cima da barragem e alagam a via. “Normalmente passa por baixo, era para a barragem segurar, mas está tão cheio que não consegue”, explicou Luciana.




Em Maquiné, no distrito da Barra do Ouro, o secretário de Obras, Gilson Lisandro dos Santos, disse que a situação foi complicada. No Centro da cidade e no restante das regiões, não foram registrados problemas graves. Em 48 horas choveu entre 80 e 100 milímetros em diversos pontos da região. “Não foi uma enchente muito grave, mas tivemos que acionar máquinas da prefeitura para trabalhar na liberação da barragem na Barra do Ouro, para facilitar o escoamento da água, principalmente por conta dos rios Cachoeira, Serrito e Forqueta”, ressaltou.

Ainda conforme Santos, em alguns pontos da cidade ainda é preciso deixar a água baixar um pouco para avaliar com maior profundidade os danos mas, aparentemente, Santos afirma que não foi muito grave. “O rio chegou a subir 1,5 metro em alguns pontos, mas não tivemos muitos prejuízos. Nenhuma família precisou sair de casa, o pior foram as estradas, que ficaram muito esburacadas por conta das chuvas” e garantiu que a maioria das barragens que dão acesso às linhas e distritos do municípios, já estão normalizadas.



O aposentado Santo Giacomelli, 71 anos, mora há 20 anos nas proximidades do rio Cachoeira e contou que, na noite de quinta-feira, as águas chegaram a invadir a estrada de chão batido e impediram o tráfego de veículos em cima da barragem. “Um rapaz que precisava vender 5 quilos de laranja teve que passar pela pinguelinha (ponte pequena de madeira para pedestres)”, enfatizou. Giacomelli disse que é preciso investir em uma ponte mais alta para a região pois, sempre que chove muito, a água chega a ficar mais de 1 metro acima do nível da barragem, impossibilitando a passagem no local. Como a chuva deu uma trégua desde a manhã de ontem, o volume da água foi baixando nos afluentes, o que facilitou o trabalho das máquinas e normalizou a situação no município.

Enquanto isso, o município de Osório não registrou nenhum ponto de alagamento ou qualquer transtorno por conta das chuvas. Isto, conforme o prefeito da cidade, Eduardo Abraão, se deve a um trabalho de prevenção que vem sendo desempenhado na região desde 2010. “Estamos intensificando cada vez mais a limpeza da canalização, a troca de canos antigos e a colocação de canos em regiões da cidade que antes não possuíam. Há alguns anos tínhamos problemas crônicos, hoje muitos deles não existem mais”, explicou. (Correio do Povo)




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