Situação de rios na Mata Atlântica é ‘extremamente crítica’, alerta pesquisador – Porto Alegre 24 Horas
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Meio Ambiente

Situação de rios na Mata Atlântica é ‘extremamente crítica’, alerta pesquisador

A saúde dos rios é um reflexo direto do abandono do poder público às políticas ambientais

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Foto: Luiz Carlos Meier/Wikimedia Commons
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O trabalho coletou no ciclo hídrico entre 2018 e 2019, amostras em 278 pontos de 220 rios da Mata Atlântica entre o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. Para isso, foram necessários 3.500 voluntários fazendo coletas de amostragens mensalmente. Os resultados desanimam.

Em 74,5% dos pontos monitorados a qualidade é considerada precária e índice classificado como “regular”, considerado o limite mínimo permitido na legislação e nos padrões internacionais de qualidade da água para abastecimento humano, irrigação, pesca e lazer. Pior: 19% dos pontos analisados estão em rios poluídos, com qualidade ruim e péssima, na qual a água está imprópria para o uso. Apenas 6,5% dos pontos analisados têm qualidade boa.

“Infelizmente os rios estão por um triz. [Se analisarmos a totalidade], 93,5% dos rios estão sob risco, uma realidade chocante”, lamenta o biólogo e educador ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica, Tiago Félix. Segundo ele, a questão é tão complicada que torna-se difícil até mesmo elencar em qual dos 17 estados que compõem o bioma a situação é pior.

Para Félix, a saúde dos rios é um reflexo direto do abandono do poder público às políticas ambientais. O biológo avalia que falta fiscalização e proteção mais abrangente das matas ciliares e das áreas de recarga de lençol freático (pontos de infiltração no solo que levam a reservas de água subterrâneas, dando origem a nascentes), já que atividades predatórias e sem controle acabam contaminando o solo e as “nossas reais riquezas hídricas”.

De acordo com a Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), a Mata Atlântica é um dos biomas mais degradados e sob maior risco no Brasil. Apenas 0,05% do que já foi sua cobertura original permanece viva. Ainda segundo o Ibama, ela é a 2ª floresta mais agredida do mundo, perdendo apenas para a ilha de Madagascar. (Sputnik)


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