Saiba por que acordamos com mau hálito – Porto Alegre 24 Horas
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Saiba por que acordamos com mau hálito

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Todo mundo já sofreu com o próprio mau hálito ou o cheiro ruim na boca de um amigo ou namorado. Esta é uma condição que pode causar, além de situações constrangedoras, problemas de autoestima, de socialização e até doenças psicológicas mais graves.

Esta última ocorre quando a fronteira entre a preocupação normal com a saúde bucal e a obsessão pelo hálito é ultrapassada, gerando o que muitos especialistas chama de halitose psicológica.




A condição geralmente ocorre em alguém que teve um episódio de halitose frequente  ou esporádica e por motivos de ordem emocional, desencadeou uma psicose pelo pânico de estar com mau hálito.

Estas pessoas ficam “obcecadas” com o fato de poder estar com mau cheiro na boca, e acabam mudando suas rotinas para focar em cuidar da boca.

As consequências dessa obsessão se traduzem em uma higiene compulsiva – escovar os dentes muitas vezes por dia -, consultar o dentista com mais regularidade que o comum, mastigar chiclete constantemente, e ainda apresentar problemas de socialização.

Se você sentir constantemente que tem um mau cheiro na boca, é melhor consultar um dentista para avaliar se é mau hálito ou um problema psicológico.

Os motivos

Durante o sono, ficamos muitas horas em jejum mas mesmo assim o corpo precisa produzir energia. Para isso, o organismo queima gordura e o processo produz substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões.




Também enquanto dormimos, as bactérias se concentram na saliva se alimentando de restos, fazendo com que o líquido que é nosso anti-séptico bucal natural evapore bem rápido, dando ênfase ao bafinho matinal.

Ou seja, para dar fim ao mau hálito pela manhã, muitas vezes basta tomar café da manhã. Não esqueça de escovar os dentes depois da refeição.

Escovação

É muito importante criar um hábito de higiene bucal que se encaixe no seu cotidiano. Assim escovamos os dentes todas as vezes necessárias, sem esquecer ou “pular” alguma vez por estar em um lugar diferente.

Quando viajamos, acordamos e nos alimentamos em horários diferentes e acabamos abrindo mão da higiene bucal que temos habitualmente. Porém, quando voltamos para casa, é muito importante que a escovação pelo menos três vezes ao dia volte para nossa vida, para evitar uma série de complicações desagradáveis!

Amigo com mau hálito

Você quer contar para um amigo ou parente que ele tem mau hálito, mas não sabe como? Está com medo de ser indelicado, de a outra pessoa ficar constrangida ou até de perder a amizade?

A halitose é um problema que gera constrangimento não só para quem sofre com o mau cheiro na boca, mas também para quem tem que conviver com essa pessoa.

Dizer um amigo ou conhecido que tem mau hálito pode ser desconfortável ou difícil. Por isso, muitas pessoas se veem frente a um dilema: “devo avisar ao meu amigo que ele tem mau hálito?

Para responder a esta pergunta, conversamos a cirurgiã dentista, especialista em Periodontia e secretária executiva ABHA (Associação Brasileira de Halitose), Ana Elisa da Silva.




Segundo a especialista, a pessoa que tem mau hálito geralmente não percebe que está com mau cheiro na boca porque as células responsáveis pelo olfato, em pouco tempo, se adaptam aos odores, deixando o portador de halitose incapaz de reconhecer essa alteração.

“Dessa maneira, é importante que as pessoas de confiança e próximas dessa pessoa a avisem. Mas como alertar? Existe muito constrangimento nesse processo. Sempre orientamos que essa abordagem seja feita de maneira leve, afetiva, compreensiva e respeitosa.”

Ana Elisa recomenda que se procure um lugar calmo para falar com a pessoa, e no local dizer-lhe que se preocupa com a sua saúde e que é importante resolver o problema.

“Usar expressões como ‘alteração no seu hálito’, ‘hálito forte’, ‘alguma mudança na sua saúde que alterou seu hálito’, ‘tenho notado algumas vezes um odor desagradável do ar vindo da sua boca ou narinas’, podem ajudar a suavizar o processo de alerta. Nunca use expressões pejorativas como ‘bafo’.”




Empatia e cuidado durante a conversa são essenciais para evitar ferir os sentimentos da pessoa que sofre de halitose e incentivá-la a procurar ajuda. Caso você não consiga conversar, Ana Elisa dá outra dica:

“Caso você não tem coragem para abordar essa pessoa, você pode usar o serviço do SOS Mau Hálito, desenvolvido pela Associação Brasileira de Odontologia. Esse serviço está disponível no site da ABHA e você fornece o nome e o e-mail da pessoa que você quer alertar e a associação envia uma mensagem com orientações a essa pessoa e você fica anônimo.”




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