Refugiada caminha de canoas até Porto Alegre em busca de emprego – Porto Alegre 24 Horas
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Economia

Refugiada caminha de canoas até Porto Alegre em busca de emprego

Sensibilizado pela força da mulher, empresário oferece oportunidade

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Em quatro dias, o desespero deu lugar ao alívio para a professora venezuelana Yulimar Centeno. No último sábado (19), ela contava à RBS TV que caminhou de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, até a capital gaúcha para procurar um emprego, sem ter sucesso na busca. Já nesta quarta (23), conta os dias para começar no novo trabalho.

“Estou muito agradecida pela oportunidade que tenho. Quando saí da Venezuela, sabia que iria a uma guerra, e na guerra você vai fazer o que menos espera que vá fazer. Mas estou muito agradecida”, celebra Yulimar.

“Vou colocar todo o empenho no trabalho, porque quero conserva-lo, quero ser agradecida”, acrescenta.
No sábado, reportagem do RBS Notícias mostrou que o prazo de pagamento dos aluguéis de moradias provisórias para refugiados da Venezuela terminaria no dia 31 de março. Por isso, os estrangeiros teriam de procurar outro lugar pra morar. Muitos, porém, não conseguiram emprego.

Sem dinheiro, Yulimar concedeu entrevista depois de ter chegado a pé à Capital. “Só pedimos que nos ajude com algum emprego, não importa o que seja, com um salário mínimo, não importa o que seja, de faxina, fazendo limpeza…”

Depois que a reportagem foi ao ar no sábado, o empresário Abílio Freitas entrou em contato com a RBS TV para oferecer uma vaga a Yulimar. Nesta quarta, os dois se encontraram e acertaram que, no dia 4 de fevereiro, ela começa no novo emprego, trabalhando com serviços gerais, na primeira chance da professora desde que chegou ao país, há 8 meses.

“A forma como ela se apresentou, a vontade que ela tinha de trabalhar e a necessidade que ela apresentou ali, foi isso o que mais me sensibilizou”, conta Freitas.
Yulimar agora sorri. Ela faz planos de alugar uma casa, para viver com os dois filhos, um adolescente de 14 anos e um bebê de 1 ano. Depois de 16 anos trabalhando como educadora infantil na Venezuela, ela celebra a oportunidade no Brasil.

“Vou ter carteira assinada, vou ter benefícios que depois vamos conversar, tem vale-transporte, tem um horário flexível para eu poder também deixar tudo organizado na minha casa com meu filho. Está tudo dando certo, estou contente.”


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