Presos nas carceragens: ‘repetição do que acontece desde o Governo Sartori’ – Porto Alegre 24 Horas
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Presos nas carceragens: ‘repetição do que acontece desde o Governo Sartori’

Há quatro anos presos são mantidos diariamente nas carceragens das DPPAs do Estado

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Foto: Ugeirm/Divulgação
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Do Sul21

Há quase um mês, a Ugeirm, sindicato que representa investigadores, escrivães e inspetores da Polícia Civil, publicou uma nota onde denunciava que um mesmo cenário se repetia diariamente nos últimos quatro anos no Rio Grande do Sul: presos sendo mantidos nas carceragens das Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPAs) do Estado.

Na manhã desta segunda-feira (22), a situação em frente à 2ª DPPA, no Palácio da Polícia, onde diversos presos eram mantidos algemados dentro de viaturas, voltou a atrair atenção para a situação do sistema carcerário no Estado. Segundo dados da Ugeirm, 89 pessoas estão mantidas nas dependências das DPPAs da Região Metropolitana de Porto Alegre e do litoral nesta segunda.

Dos 19 presos nas carceragens da 3º DPPA da Capital, 13 estavam em viaturas. De acordo com Paulo Bogado, diretor de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária e da Susepe, até a tarde desta segunda o número de encarcerados na 3º DPPA já havia baixado para para 11. Segundo Bogado, os presos mantidos nas delegacias estão sendo realocados para presídios do Estado.

Ao Sul21, Bogado afirmou que o Governo do Estado está realizando “ações de médio e longo prazo” para tentar resolver a situação prisional no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, está prevista a inauguração de três novas casas prisionais. Uma delas será em Bento Gonçalves, em maio. As outras duas serão abertas até o final do ano em Sapucaia do Sul e em Alegrete. “São mais 1500 vagas para poder tentar minimizar a situação”, disse.

Bogado também mencionou a superlotação que o sistema penitenciário do Estado enfrenta atualmente: “Para ter uma ideia, de primeiro de janeiro até hoje pela manhã foram presas 4.582 pessoas através da Secretaria de Segurança Pública, da Brigada Militar e da Polícia Civil. Desses, 4.114 já foram encaminhados para o sistema penitenciário e 300 ficaram livres em função de alvará de soltura na própria delegacia. Nós temos uma capacidade de 29 mil nas 112 casas prisionais e temos hoje no sistema 42 mil apenados”.

Para Flávio Castro, vice-presidente da Ugeirm, as medidas adotadas pelo Governo de Eduardo Leite (PSDB) até o momento são uma “repetição do que acontece desde o Governo Sartori”. “Os presos continuam nas delegacias e, de tempos em tempos, quando acontece uma grande repercussão dessa situação pela imprensa, é feito um esforço, as DPPAs são evacuadas e depois lotam tudo de novo. Então não tem nada de novo no front.”, disse ao Sul21. Segundo ele, o Sindicato mantém um diálogo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e com o Governo do Estado, mas até o momento não foram encontradas soluções que resolvam imediatamente o cenário das DPPAs.


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