Prefeitura de Porto Alegre corre para fechar buracos nas ruas da Capital
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Prefeitura de Porto Alegre corre para fechar buracos nas ruas da Capital

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Recuperar, em um período de quatro meses, todo o tempo perdido durante o ano de 2018 na conservação asfáltica de Porto Alegre. A ambiciosa meta é estipulada por Luciano Marcantônio, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade (Smim). Para isso, a pasta prevê a aplicação de 13,1 mil toneladas de concreto a quente nas ruas e avenidas da Capital, além do aumento de seis para nove equipes trabalhando nos reparos. O aporte, segundo Marcantônio, dá à Smim “condições de normalizar” a Operação Tapa-Buraco, diminuindo um pouco a buraqueira que vinha, há meses, inquietando e irritando os porto-alegrenses.

A prioridade nas intervenções, explica o secretário, é para 286 vias com fluxo superior a 5 mil veículos por dia, além de ruas e avenidas por onde passam ônibus ligados ao transporte coletivo da Capital. Algumas situações emergenciais, que oferecem risco de acidentes, também serão levadas em conta.




“O ano também teve muita chuva, o que atrapalhou bastante. A verdade é que temos um déficit tremendo, mas vamos trabalhar muito para ter a operação normalizada até dezembro”, reforça Marcantônio.

Entre agosto e dezembro, serão investidos pouco menos de R$ 10,2 milhões, oriundos do Tesouro do município. Um contraste considerável com o período entre janeiro e julho, quando foram destinados R$ 1,4 milhão aos reparos. O objetivo é completar o ano com 16,4 mil toneladas de asfalto na vias da cidade – ainda abaixo do ideal projetado, de 20 mil toneladas ao ano, mas que a prefeitura afirma estar acima da média histórica, que ficaria em torno das 13 mil toneladas anuais.

A intensificação dos esforços é necessária, já que a maior reclamação dos motoristas é em relação aos mau estado de conservação das vias. A defasagem, na verdade, vem desde o ano passado, quando apenas 6,4 mil toneladas de concreto a quente foram aplicadas.




Entre janeiro e março, esgotou-se a matéria-prima restante da última contratação, em torno de 800 toneladas de asfalto. Em abril, foi firmado um contrato emergencial, para aquisição de 3,3 mil toneladas de insumos. Como cerca de mil toneladas desse material foram destinadas a reparar buracos abertos por obras do Departamento Municipal de Água e Esgoto, restaram 2,3 mil toneladas de asfalto, utilizadas entre abril e o início de agosto, quando a prefeitura liberou a mais recente remessa de recursos. No final de agosto, uma primeira parte do contrato atual foi aplicada, chegando ao total de 2,5 mil toneladas no período.

Déficit se deve a licitações desertas e contratos atrasados

De acordo com o secretário, a pequena quantidade de reparos no decorrer deste ano é consequência de três licitações desertas, em novembro de 2017 e nos meses de fevereiro e março deste ano. A reticência de eventuais interessados seria, na visão de Marcantônio, consequência da mudança na política de reajustes da Petrobras – única fornecedora de cimento asfáltico de petróleo, ou CAP, matéria-prima para a produção do asfalto propriamente dito.

“Os aumentos no CAP, que aconteciam duas vezes ao ano, passaram a ocorrer a cada dois meses, ou menos. Isso gerou insegurança nas empresas”, argumenta. Os atrasos nos pagamentos envolvendo contratos firmados até 2016 pelo Executivo municipal também influenciaram no ritmo devagar, quase parando, verificado nos últimos tempos.




A licitação mais recente, de agosto, ampliou a compra para 3 mil toneladas de CAP, ao invés das 1,5 mil toneladas dos certames anteriores. Ao todo, o volume rende 50 mil toneladas de concreto a quente, que devem ser utilizadas também no decorrer do próximo ano. A vencedora da licitação é a empresa Stratura Asfaltos, cujas três equipes se somarão aos seis grupos que já atuavam nas melhorias emergenciais.

Em paralelo, a prefeitura de Porto Alegre busca viabilizar, a partir do ano que vem, projetos de recuperação estrutural de 32 vias arteriais, em um total de 76 quilômetros. A medida é, segundo o secretário, uma tentativa de ir além das ações emergenciais, promovendo melhorias significativas a médio prazo. “Não podemos passar a vida inteira capeando e recapeando vias”, resume. A estimativa da prefeitura é de que 85% da malha viária da cidade já ultrapassou sua vida útil.

Entre as vias listadas estão Assis Brasil, Bento Gonçalves, Cavalhada, Cristóvão Colombo, Ipiranga, Juca Batista e Protásio Alves, entre outras. O financiamento, somando R$ 133 milhões, deve vir de diferentes frentes, unindo recursos já garantidos junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (R$ 25 milhões), verbas do programa Avançar Cidades (R$ 23 milhões) e financiamentos previstos no Orçamento do município para 2019 (R$ 85 milhões). (Igor Natusch | Jornal do Comércio)



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