Prainha da Orla do Iberê Camargo é point para quem quer paz em Porto Alegre – Porto Alegre 24 Horas
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Prainha da Orla do Iberê Camargo é point para quem quer paz em Porto Alegre

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Créditos da foto da notícia: Foto: Marco Quintana.

A vista privilegiada do pôr do sol e de parte do Centro de Porto Alegre já chamava atenção, mas, até poucos meses atrás, atraía principalmente moradores da Zona Sul. A revitalização da orla do Guaíba no entorno da Usina do Gasômetro, porém, causou um efeito indireto: levou muitas pessoas a fugirem da aglomeração e buscarem paz nos arredores da Fundação Iberê Camargo. A região virou point especialmente para quem anda de bicicleta, pois o local conta com ciclovia.

No domingo no qual a reportagem do Jornal do Comércio esteve no local, quanto mais o horário do pôr do sol se aproximava, mais cheio ficava o ambiente, mesmo que a lotação não se comparasse com a do Gasômetro. Os espectadores se espalhavam pelo lado da rua do próprio museu e do outro lado, rente ao Guaíba, onde há a ciclovia, uma mureta, parte com grama e uma prainha mais para baixo. A grande maioria do público era formada por casais. Também havia grupos de amigos sentados em cangas, tomando chimarrão, e pessoas sozinhas que chegaram ao ponto andando de bicicleta. Aliás, bicicleta ali não falta – desde as alugadas por serviços como BikePoa e Loop Bike Sharing, até as próprias.




Os amigos João Felipe Brum e Cristiane Medeiros, de 31 anos, estavam sentados na mureta que separa a calçada e o Guaíba, em frente ao Iberê, tomando um chimarrão. Brum disse que não costuma ir ao local, apenas quando convidado pela ex-colega de faculdade, moradora da região. Já Cristiane é habitué. “Como eu estava de bicicleta, resolvemos vir aqui, que é mais tranquilo”, explica. Além da vista bonita, ela gosta da região porque não possui prédios no seu entorno, o que torna o entardecer mais longo.

O colombiano Camilo Peña, de 26 anos, está há dois anos em Porto Alegre, mas já escolheu a orla do Iberê como seu lugar preferido para assistir ao pôr do sol. Morador do bairro Jardim Botânico, o mestrando em Medicina Veterinária não se importa com a distância – pega sua bicicleta e mira na Zona Sul, seja acompanhado de amigos ou sozinho, para aproveitar o entardecer. “Pedalei pela beira do Guaíba desde a minha casa, mas o entorno do Gasômetro estava muito cheio. Então, vim curtir o pôr do sol aqui”, conta. Desde sua chegada ao Brasil, Peña já percebeu melhorias na infraestrutura. “Antes, era só mato por aqui, então não dava vontade de vir.”

A existência de ciclovia também facilita a ida das pessoas ao local. A via exclusiva para bicicletas foi implantada naquele trecho em junho de 2016, por contrapartida da construtora Maiojama. Depois, também foi construída uma calçada. Antes, era comum que ciclistas dessem meia-volta quando chegavam à região, que só tinha chão de terra (e muito barro em dias de chuva) para passar com a bicicleta. “Está bem melhor, já dá para usar o lugar”, avalia o mestrando.




Mesmo com ciclovia no trecho, a falta de uma via exclusiva que vá da Região Central da orla até o Iberê de forma ininterrupta causa problemas aos ciclistas. A pedagoga Josiane Godinho, de 36 anos, por exemplo, mora no Centro de Porto Alegre e foi de bicicleta até o museu. No percurso, quase foi atropelada. “Fui atravessar uma rua, a motorista deu sinal de que ia atravessar também e não atravessou. Nisso, eu quase fui atropelada. Foi um susto”, comenta. A falta de uma ligação entre a ciclovia das avenidas Icaraí/Chuí com a existente na Diário de Notícias também coloca os ciclistas em risco quando se dirigem de uma para a outra.

Apesar do medo de sofrer algum acidente, Josiane prefere ir à região para passar o fim de tarde. “Aqui tem menos gente do que na orla, então posso ficar mais tranquila”. Além daquele ponto, outro lugar onde a pedagoga costuma curtir o pôr do sol é ainda mais para a Zona Sul, na Vila Assunção ou no bairro Ipanema.




Josiane gostou da revitalização causada pela implantação de calçada e ciclovia no trecho do Iberê. Porém, tem medo que o investimento na área signifique a construção de empreendimentos na orla que dificultem a circulação da população como pela região. “Eu não sei o que vão fazer ali (no Parque do Pontal), mas me amedronta que empresas tenham comprado o terreno e nós não possamos usá-lo mais”, avalia.

O Parque do Pontal é contrapartida da construtora Melnick Even para um empreendimento imobiliário no local. A área foi inaugurada em julho e fica entre o Iberê e o BarraShoppingSul, onde antes ficava o Estaleiro Só. O parque, que quando pronto terá 10 mil metros quadrados, já possui alguns caminhos internos. Um deles leva à prainha do Iberê, antes de difícil acesso, que também foi regularizada e limpa. Os prédios a serem construídos ao lado do parque, no sentido Centro-bairro, abrigarão um shopping, um hotel, um centro de eventos, uma torre comercial e um serviço de saúde. (Isabella Sander | Jornal do Comércio)




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