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Porto Alegre pode ter recorde de mulheres concorrendo à prefeitura em 2020

A oficialização da pré-candidatura de Any Ortiz pelo partido Cidadania (antigo PPS) reforça a possibilidade de um pleito com maioria de candidatas na Capital

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Foto: Arivaldo Chaves | Reprodução

Porto Alegre pode ter em 2020 a eleição com maior presença feminina já registrada nas disputas pelo Paço Municipal. A oficialização da pré-candidatura de Any Ortiz pelo partido Cidadania (antigo PPS) reforça a possibilidade de um pleito com maioria de candidatas na Capital. Além de Any, são ventilados nomes como Juliana Brizola (PDT), Luciana Genro (PSOL), Manuela d’Ávila (PCdoB), Maria do Rosário (PT) e Mônica Leal (PP). Se todos os nomes se confirmarem, seria o recorde de candidaturas femininas em Porto Alegre.

Em 2008, foram quatro as candidatas: Luciana Genro (PSOL), Manuela d’Ávila (PCdoB), Maria do Rosário (PT) e Vera Guasso (PSTU à época). Em 2016, 2012, 2004, 2000 e 1992, apenas uma mulher concorreu. Em 1988 e 1985 não houve candidatas. Entre 1964 e 1984, não houve eleições.

Eleita como a quinta deputada estadual mais votada em Porto Alegre nas eleições de 2018, saltando de 8 mil para 25 mil votos na Capital em comparação a 2014, e terceira mais bem-eleita em todo o Estado, Any destacou o “momento importante” que é disputar o Paço Municipal da “sua cidade”. A deputada acredita que “pode ser” o ano das mulheres na Capital: “Porto Alegre nunca teve uma prefeita mulher. Temos aí a grande de possibilidade. É importante, mas não só da eleição da mulher pela mulher, mas também saber qual tem o melhor projeto para a cidade”.

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Any também comentou sobre uma possível aliança com Sebastião Melo, um dos possíveis candidatos do MDB, com quem mantém “boa relação, inclusive apoiando a candidatura dele (à prefeitura) em 2016. Acho um político muito competente, mas primeiro temos que saber o que o MDB vai fazer”.

Quem também vê “com bons olhos uma aliança com os emedebistas” é o presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire. “O MDB do Rio Grande do Sul tem uma outra característica. Venho também de um antigo MDB que era bom, o de Pernambuco. Os dois mais fortes no campo das ideias. Aqui ainda tem muito isso bem forte”, declarou Freire em ato de apoio ao nome de Any em Porto Alegre, na sexta-feira (6).
Freire aponta as candidaturas em grandes prefeituras do Estado como “um pouco preparatórias para as eleições de 2022, quando terá cláusula de desempenho, que se o partido não superar, perde sua funcionalidade”.

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Porto Alegre já tem 12 postulantes de seis partidos; MDB é sigla com mais nomes

Com a oficialização da pré-candidatura de Any Ortiz pelo partido Cidadania, antigo PPS, a Capital dos gaúchos já conta com 12 pré-candidatos confirmados à prefeitura, distribuídos entre seis partidos, a mais de um ano do pleito.

O primeiro foi o DEM, que, em 29 de abril, lançou o ex-vereador de Porto Alegre e atual deputado estadual Thiago Duarte. Além dele, outros dois deputados estaduais têm a intenção de concorrer. Juliana Brizola, além de ser um nome ventilado nos bastidores do PDT, já declarou vontade de ser candidata, e Rodrigo Maroni afirma veementemente que disputará o Paço pelo Podemos.

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O MDB é o partido com mais pré-candidatos. Querem concorrer os vereadores André Carús e Valter Nagelstein, o secretário de Segurança Pública do governo estadual José Ivo Sartori (MDB) Cezar Schirmer, o deputado estadual Sebastião Melo e a secretária de Habitação Comandante Nádia.

O partido provavelmente realizará prévias para tomar a decisão, com eleições internas que só se realizarão após a janela partidária. Nagelstein, porém, já declarou que concorrerá à prefeitura “no MDB ou fora dele”.

A Câmara da Capital está apinhada de pré-candidatos. São seis os vereadores que já demonstraram intenções claras de concorrer. Além dos já citados, dois são da bancada do PP: Monica Leal, presidente do Legislativo, e Ricardo Gomes. Além deles, o vice-prefeito Gustavo Paim fecha o quadro de possíveis concorrentes pela sigla. (Diego Nuñez | Band)

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