Polícia descobre que adolescente autor de ataque a escola em Charqueadas mentiu
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Polícia descobre que adolescente autor de ataque a escola em Charqueadas mentiu

A Polícia Civil diz ter chegado a conclusão de que o adolescente, autor confesso, mentiu sobre o que teria sido sua motivação para o crime.

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FACEBOOK TALIS FERRERINHA

Próximos da conclusão sobre a investigação do ataque que ocorreu ao Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand, em Charqueadas, ocorrido na última quarta-feira (21), a Polícia Civil diz ter chegado a conclusão de que o adolescente, autor confesso, mentiu sobre o que teria sido sua motivação para o crime.

Quando abordado sobre o nome da desavença, o adolescente de 17 anos apenas conseguiu dizer o apelido do suposto aluno. Segundo ele, seria um ex-colega que cometia bullying, e o ataque seria uma vingança. De acordo com a Polícia Civil, fato de o jovem não saber dizer o nome completo do ex-colega é forte indício de que a pessoa simplesmente não existe.

— Ele não sabia o nome do desafeto e nos deu só um apelido. Nós conversamos com professores e diretores do Assis Chateaubriand, e ninguém conhece este apelido. Posso afirmar que o desafeto mencionado por ele não existe. Foi uma desculpa que o adolescente inventou para justificar o ato — garante o delegado Marco Schalmes, titular da Delegacia de Polícia de Charqueadas, em entrevista à Rádio Gaúcha.

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Para a investigação, a Polícia Civil chegou a analisar as redes sociais do autor confesso do ataque. Apesar de não compartilhar publicações violentas, foi averiguado que ele seguia pessoas que postavam conteúdo violento. A análise do celular apreendido ainda depende de autorização judicial.

A partir desta segunda-feira (26), eles serão ouvidos formalmente, assim como os 21 alunos da turma atacada e o professor que acompanhava o grupo.

— Os três diretores confirmaram um perfil mais isolado, que demonstra timidez. Mas não havia histórico de violência do aluno. A partir de hoje, vamos ouvir os estudantes feridos e os que estavam na sala atacada para criarmos mais provas. Hoje e amanhã pretendo finalizar estes depoimentos — diz o delegado.

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O adolescente entrou pelo portão principal da escola depois de ter deixado a irmã no colégio. Depois, acendou o coquetel molotov em uma sala de aula e desferiu golpes de machadinha em alguns alunos. Três ficaram feridos, e outros três também receberam atendimento médico no hospital da cidade.

O adolescente está internado provisoriamente em uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase). Ele poderá ficar lá de maneira provisória por 45 dias e, neste período, a Justiça da Infância e da Juventude de Charqueadas deverá tomar uma decisão sobre a medida socioeducativa aplicada. Se a sentença for por internação, ele poderá ficar até três anos recolhido, mesmo depois de completar 18 anos.

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Aos policiais, o adolescente revelou o desejo de cometer suicídio após o ataque. No local onde está internado, ele recebe acompanhamento psicológico.

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