Polícia Civil não descarta possibilidade de entrar em greve no RS

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Polícia Civil não descarta possibilidade de entrar em greve no RS

Sindicato que representa os agentes da Polícia Civil no Rio Grande do Sul anuncia início de operação padrão contra o pacote de alterações no funcionalismo
Foto: Reprodução

Os oito projetos de reestruturação no funcionalismo gaúcho, enviados pelo governador Eduardo Leite à Assembleia Legislativa, segue repercutindo entre os servidores. Agora, foi a vez dos agentes da Polícia Civil anunciarem o início da mobilização, que começa a partir do decreto de uma “operação padrão”.

Ou seja: a partir do início dessa semana, os membros da corporação vão deixar de fazer horas extras não-remuneradas, viagens e outras atividades que, de acordo com a categoria, não fazem parte de suas obrigações. O presidente do sindicato que representa os agentes, Isaac Ortiz, afirma que ainda tem a intenção de negociar: “A gente vai deixar de cumprir aquilo que não é nossa obrigação, mas que fazíamos por boa vontade”.

Entretanto, a UGEIRM marcou uma assembleia para as próximas semanas, onde será discutida a possibilidade de uma greve-geral dos policiais civis no Rio Grande do Sul. Caso isso aconteça, a paralisação deve ter início na semana em que as reformas chegarem ao plenário do Legislativo. “Nós estamos chamando uma assembleia para o dia 5 de dezembro com indicativo de greve. Se as negociações não evoluirem até lá, a categoria entra em greve no período da votação”, explica Ortiz.

O Palácio Piratini projeta que a economia gerada a partir da aprovação dos seis projetos de lei, além de um projeto de lei complementar e uma Proposta de Emenda à Constituição, gere uma economia de R$ 25,4 bilhões nos próximos dez anos. As medidas devem ser apreciadas pelos deputados estaduais ainda nesse ano. (Aristóteles Júnior | Band)

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