Paulo Guedes era “chucro” e Sérgio Moro “ingênuo”, diz Bolsonaro
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Política

Paulo Guedes era “chucro” e Sérgio Moro “ingênuo”, diz Bolsonaro

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, era “chucro” politicamente e que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, era um “ingênuo” até os dois chegarem ao governo.

Guedes foi citado no contexto sobre a relação do presidente com Moro, desgastada nas últimas semanas. As declarações foram dadas na terça-feira (03), durante um café da manhã com representantes do jornal Folha de S.Paulo no Palácio do Alvorada, em Brasília.

Segundo Bolsonaro, o ex-juiz federal não tinha a “malícia” da política. Na sua avaliação, o nome de Moro não passaria hoje no Senado em uma indicação para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele voltou a elogiar o ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça, como cotado para o Supremo. “O André é muito bom”, disse.

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A Folha questionou o presidente sobre as especulações em torno da possibilidade de Moro disputar a Presidência em 2022. “Já falamos, eu disse para ele que essa cadeira de super-homem é feita de kriptonita. Se quiser sentar, senta”, afirmou.

Participaram da conversa, além de Bolsonaro, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, e o deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP).

Na conversa com a Folha de S.Paulo, Bolsonaro disse ainda que o comando da Polícia Federal precisa dar uma “arejada” e chamou de “babaquice” a reação de integrantes da corporação às declarações dele sobre trocas em superintendências e na diretoria-geral.

O presidente afirmou também que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não tem chance nas eleições presidenciais de 2022 porque “é uma ejaculação precoce”.

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No café da manhã, Bolsonaro comeu pão com manteiga, cuscuz e ovo mexido e bebeu café com leite. Ele brincou com os jornalistas da Folha dizendo que colocaria estricnina no café dos representantes do jornal.

Depois, em rápida entrevista a jornalistas na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro comentou o encontro: “Quem foi que pediu para mim um café da manhã? Foi o Marco Feliciano, né? Fala, Marcão. Fala aí, Marcão. Por que você convidou os caras, aí, Marcão? Conta aí”.

“Só uma reunião institucional para o presidente conversar com o pessoal da imprensa. Vocês são tão amáveis com ele. Foi muito interessante”, ironizou o deputado federal.

O Sul

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