Para a maioria dos eleitores, pensar no Brasil gera raiva e tristeza
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Política

Para a maioria dos eleitores, pensar no Brasil gera raiva e tristeza

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Créditos da foto da notícia: Foto: Marcelo Camargo.

Quando pensa no Brasil de hoje, você se sente tranquilo ou com raiva? Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira (02), 68% dos entrevistados dizem se sentir com raiva. Os mais enfurecidos são os mais jovens. Entre os que têm entre 16 e 34 anos, 74% responderam sentir raiva.

A pesquisa mostra que a maioria dos eleitores brasileiros está pessimista com o País. Das seis situações de sentimentos apresentadas, em todas a avaliação negativa superou a positiva. O maior índice é o de insegurança. São 88% os que se sentem inseguros no País (ante 11% que se sentem seguros).




A tristeza também tomou conta dos brasileiros: 79% estão tristes (ante 18% que estão felizes). Entre desanimados e animados com o Brasil, 78% estão no primeiro grupo (contra 21% que estão animados). Quando o entrevistado escolhe entre estar sentindo mais medo do que esperança ou o contrário, 59% dizem sentir mais medo. Entre os jovens de 16 a 24 anos, o índice é de 63%.

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Os mais esperançosos são os mais velhos. Entre os maiores de 60 anos, 54% se dizem com mais medo e 45% sentem mais esperança.

Importante para a decisão

O horário eleitoral perdeu relevância. A pesquisa mostra que, para 40% dos eleitores, ele não tem nenhuma importância na decisão do voto. Em 2010, esse índice era de 26%. As propostas do candidato e sua vida política, porém, têm muita importância para 73% e 72% dos eleitores, respectivamente.




As notícias nas redes sociais, por sua vez, têm muita importância para 38% dos entrevistados. Os eleitores que pretendem votar em Bolsonaro (PSL) são os que mais usam as redes sociais: 81% participam de alguma delas, contra 72% dos que declaram voto em Ciro (PDT) e 59% dos eleitores de Haddad (PT). A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-03147/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Redes sociais

A pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira para presidente da República também mostrou a porcentagem de eleitores de cada candidato que usa, lê e compartilha notícias sobre política brasileira e eleições em quatro redes sociais: Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram.

A pesquisa foi feita em 2 de outubro com 3.240 eleitores com 16 anos ou mais em 225 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.




O levantamento aponta que a maioria dos eleitores (68%) possui conta em alguma rede social. Entre os mais jovens (93%), entre os mais instruídos (94%) e entre os mais ricos (92%) esse índice é mais alto. O WhatsApp é a rede mais popular: 66% dos eleitores têm conta no aplicativo. Pelo menos 48% dos eleitores têm o costume de assistir vídeos sobre política na internet, enquanto outros 52% não têm.

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Considerando os candidatos mais bem colocados, os eleitores de Jair Bolsonaro têm o índice mais alto de usuários de alguma rede social: 81%, contra 59% entre os eleitores de Fernando Haddad, 72% entre os eleitores de Ciro Gomes e 53% entre os eleitores de Geraldo Alckmin.

Segundo o Datafolha, entre os eleitores de Bolsonaro também são mais altas as taxas de leitura de notícias sobre política e eleições no WhatsApp (57%) e no Facebook (61%), e o compartilhamento de notícias. (O Sul)



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