Os medicamentos estão mais caros em todo o Brasil – Porto Alegre 24 Horas
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Economia

Os medicamentos estão mais caros em todo o Brasil

Todos os medicamentos ficaram sob a mesma taxa de reajuste que já começou a valer

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Foto: Reprodução
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O reajuste do valor de remédios e produtos farmacêuticos, tradicionalmente implementado no mês de abril, já começou a valer. Desta vez, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos fixou o aumento nos preços em 4,33%, a partir do valor que já estava sendo cobrado pelos laboratórios.

Entretanto, há uma novidade: o índice estabelecido é um teto, e não precisará ser seguido por todas as fabricantes. Cada uma terá a liberdade de escolher qual a porcentagem a ser acrescida, desde que ela seja igual ou menor à definição publicada no Diário Oficial da União.

O diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio Grande do Sul, Guilherme Leipnitz, orienta que os consumidores adotem um sistema de pesquisa de valores bastante rigoroso nos próximos meses.

“Porto Alegre tem aproximadamente 1000 farmácias incluindo as de manipulação. Então cabe, de repente, a se fazer pesquisas né, nos mais variados estabelecimentos farmacêuticos. Tem o aspecto relevante em que cabe ao consumidor ver o que melhor lhe convém. Então vai da política comercial de cada farmácia e drogaria”.

Esta é a primeira vez que todos os medicamentos ficaram sob a mesma taxa de reajuste. O teto divulgado é superior à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo que, entre março do ano passado e fevereiro deste ano, ficou em 3,89%.

Ainda conforme o representante do Sinprofar no estado gaúcho, Guilherme Leipnitz, o alto valor cobrado pelos remédios no Brasil é resultado de dois fatores: a falta de princípios ativos no país e a alta carga tributária.

“Quase 90% dos princípios ativos para a produção de medicamentos tem que ser importados e obviamente isso é a peso de dólar, a peso de ouro. Isso reflete na ponta, temos os custos de embalagem, etc, e nós vemos uma outra coisa que é mais importante: a alta carga tributária incidente sobre os medicamentos. Se diminuísse a carga tributária que é da ordem de 33 a 35% nós teríamos, quem sabe, medicamentos mais baratos da ponta”.

Ao todo, doze mil fórmulas diferentes são comercializadas em território brasileiro. (Aristóteles Júnior | Band)


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