O funcionamento de refeitório no HPS corre risco de paralisação – Porto Alegre 24 Horas
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Saúde

O funcionamento de refeitório no HPS corre risco de paralisação

A falta de documentação impede repasses por parte da prefeitura para empresa terceirizada

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Foto: Joel Vargas / PMPA

Créditos da foto da notícia: Foto: Joel Vargas.

O refeitório do Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre corre o risco de não funcionar nos próximos dias. Esse é o apontamento feito pela associação que representa servidores da instituição de saúde.

Nesta quinta, havia a possibilidade de o espaço não operar por causa da suspensão das atividades por parte de trabalhadores da empresa terceirizada, que sustentam não ter recebido o pagamento dos salários. A empresa responsável pelo espaço, por sua vez, enviou cozinheiras e a alimentação foi mantida.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde da capital gaúcha informou que os funcionários do hospital recebem vale-alimentação, não necessitando exclusivamente do refeitório para se alimentar.

No entanto, o presidente da Associação dos Servidores do HPS, Paulo Oliveira, ressalta que o fornecimento do vale não resolve o problema para todos. Dependendo da complexidade de sua função, sair do hospital para almoçar ou jantar não é uma opção para o trabalhador.

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“As pessoas não podem se afastar do Hospital de Pronto Socorro para fazer sua refeição, muito menos aqueles que estão internados. Tem também o serviço de orientação, e aqueles que estão para atendimento no hospital. O que teve agora foi uma medida paliativa que se conseguiu nesta empresa alguns cozinheiros, mas que também não se tem garantia que vai continuar”.

Segundo informações repassadas pela entidade representativa, a situação se arrasta desde outubro do ano passado. Alguns funcionários estariam se deslocando ao trabalho só porque vinham recebendo ajuda de custo para transporte.
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No refeitório, são preparados cerca de 800 almoços e 450 jantas diariamente. Além de servidores do hospital e pacientes, trabalhadores do SAMU e dos Pronto Atendimentos Bom Jesus, Cruzeiro do Sul e Lomba do Pinheiro também se beneficiam do serviço de copa e cozinha.

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Também através de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que existe um atraso por parte da empresa na entrega da documentação, impedindo o repasse de pagamentos. Seria necessária a comprovação do cumprimento de suas obrigações relacionadas à contratação de serviços para realização de refeições no Hospital de Pronto Socorro.

O diretor-geral do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, Alberto Terres, critica esse tipo de contratação feito pela Prefeitura.

“A Prefeitura contrata empresas através de contratos emergenciais que não tem a capacidade de dar conta desta demanda, dos serviços que tem que prestar a Secretaria Municipal de Saúde. Neste caso especifico, a denúncia que recebemos é de uma empresa autorizada pela Prefeitura ou pela Secretaria a contratar os trabalhadores terceirizados. No entanto, esta empresa não assinou contrato com a Prefeitura por falta de documentação, ou seja, ela tem que apresentar alguns documentos para a Secretaria para assinar o contrato”.

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De acordo com a Associação dos Servidores do HPS, a empresa terceirizada em questão, além de prestar serviço de alimentação, também atua no almoxarifado e na portaria. (Jônatha Bittencourt | Band)

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