Número de policiais militares mortos em 2019 já é o maior dos últimos dez anos
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Polícia

Número de policiais militares mortos em 2019 já é o maior dos últimos dez anos

A última vítima, o oficial Gustavo Azevedo Barbosa Junior, foi sepultado nessa quinta-feira

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Foto: Brigada Militar

A repercussão do assassinato de mais um policial militar gaúcho, na madrugada da quarta-feira, na Zona Sul de Porto Alegre, está cercada de um dado bastante preocupante. Ainda que no início do segundo semestre, 2019 já é o ano com mais mortes envolvendo oficiais na última década.

Ao todo, quatro membros da corporação foram vítimas de confrontos com criminosos até agora. O comandante-geral da Brigada Militar, Coronel Mario Ikeda, ressalta que Gustavo Azevedo Barbosa Junior tinha conduta exemplar, e demonstrava grande capacidade de liderança junto aos colegas.

“Na Brigada Militar tinha uma atuação destacada porque sempre pro ativo, fazendo abordagens e buscando prisões nesse pouco tempo de Brigada Militar, mas que, lamentavelmente, tivemos esse desfecho trágico. Foram fazer a abordagem e a abordagem dentro do padrão que estipula a técnica policial, mas que nesse caso reagiram e tivemos um colega fatalmente atingido.”

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Já o vice-governador do Rio Grande do Sul e Secretário Estadual de Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, garante que as autoridades vão buscar medidas para tentar evitar a morte de mais policiais. A força-tarefa teve integrar diversos órgãos do setor, que trabalham juntos, também, na identificação dos responsáveis pelo último assassinato.

“Quando o criminoso atinge o policial, está atingindo o Estado como um todo. O policial é quem representa o Estado, quem defende a sociedade lá na ponta. Então no momento em que o criminoso atenta contra o policial, está atentando contra a sociedade gaúcha, contra todos nós.”

Ao todo, foram registradas a prisão de um homem e a apreensão de um adolescente pelo crime cometido contra o agente da Brigada Militar na quarta-feira. Uma pessoa segue foragida: trata-se de Dejair Quadros de Almeida, que é conhecido como Kiko. O fugitivo tem 24 anos de idade. (Aristóteles Júnior | Band)

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