Número de pedidos de falência de empresas gaúchas dá salto no início de 2018
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Economia

Número de pedidos de falência de empresas gaúchas dá salto no início de 2018

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O número de pedidos de falência registrados no Rio Grande do Sul aumentou na primeira metade de 2018, segundo dados da Serasa Experian. De janeiro a agosto deste ano, foram 65 pedidos, contra oito no mesmo período do ano passado.

Somente em agosto, foram 14 pedidos, mais que em todo o ano passado. O analista de investimento José Junior de Oliveira avalia que a situação é reflexo de uma série de fatores, como a alta inflação de 2015, que gerou um aumento dos juros.

“Quando você aumenta a taxa de juros, retrai a demanda. Aí as empresas começam a vender menos. Você controla a inflação, mas tem uma retração da atividade econômica”, explica. “Do ponto de vista do crescimento econômico, isso gerou um desaquecimento da economia”, continua o analista.



Quanto mais empresas fecham as portas, o número de vagas de emprego cai e muitos passam a enfrentar as dificuldades da recolocação profissional. Foi o que aconteceu com Samanta Moraes, que trabalhava em uma fábrica de calçados no Vale do Paranhana, e ganhava R$ 1 mil para manter a casa, onde vive com o filho de 19 anos. Há dois meses, a empresa faliu.

A única alternativa que surgiu até o momento foi ajudar na cozinha de uma lancheira. Neste emprego, ela recebe R$ 500. Samanta conta que as contas estão atrasando, e que a irmã tem ajudado a reforçar nas despesas de casa.

“Estou lutando. Saio, procuro serviço, faço o que eu posso. Mas esperança cada vez eu tenho menos. E amanhã ou depois, se meu extra para, vou viver do que? Passar fome?”, fala, com preocupação. “Quando falo, eu choro, está bem difícil”, conclui. (G1)



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