Na Argentina, pobreza sobe no primeiro semestre e atinge mais de 35% da população
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Na Argentina, pobreza sobe no primeiro semestre e atinge mais de 35% da população

O país vive um momento de crise econômica e incerteza política

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Foto: Reprodução

A pobreza na Argentina aumentou de 32,0% para 35,4% no primeiro semestre deste ano, o nível mais alto desde o colapso da economia em 2001, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) nesta segunda-feira (30).

O presidente Mauricio Macri, em campanha para seguir no cargo nas eleições de 27 de outubro, lamentou o resultado. “Infelizmente reflete a situação em que vivemos e, apesar de doer, devemos olhar para frente”, disse.

“Estão abaixo da linha da pobreza 10.015.728 pessoas”, mais de um terço das pessoas que vivem nos 31 grandes centros urbanos do país analisados pelo Indec, informou o instituto.

O índice de indigência, que mede aqueles em situação de pobreza que não conseguem atender às suas necessidades mínimas de qualquer tipo, aumentou de 6,7% para 7,7% no mesmo período, entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro de 2019.

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País em crise

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina acumula queda de 2,5% no ano, segundo dados até o segundo trimestre. O Indec divulgou dados que mostram que a crise também vem afetando o mercado de trabalho na Argentina. Segundo o instituto, a taxa de desemprego subiu de 10,1% no primeiro trimestre para 10,6% no segundo. O patamar também é maior que no mesmo período de 2018, de 9,6%.

Os dados também mostram um aumento da subocupação. No segundo trimestre, a taxa ficou em 13,1%, contra 11,8% nos três meses anteriores e 11,2% no mesmo período em 2018.

A Argentina vive um momento de crise econômica e incerteza política. O país já havia voltado a pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) quando perspectivas eleitorais e um anúncio sobre alongamento de prazo para o governo pagar sua dívida geraram ainda mais incertezas.

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A situação fez com que o peso argentino despencasse, agravando a situação de descontrole inflacionário no país. Em agosto, o índice que mede os preços ao consumidor argentino ficou em 4% na comparação mensal e 54,5% contra 2018. Os dados são do Banco Central da Argentina. A inflação esperada para 12 meses é de 48,3%.

Com a forte queda na confiança dos mercados levando à continuidade da desvalorização do peso e do principal índice da bolsa argentina, Merval, o BC do país tem subido os juros em uma tentativa de atrair recursos. Atualmente, a taxa básica de juros no país está em 83,21%. (O Sul)

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