Museu do futebol estará em Porto Alegre até 16 de dezembro – Porto Alegre 24 Horas
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Cultura

Museu do futebol estará em Porto Alegre até 16 de dezembro

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Criado em 2008 dentro do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em São Paulo, o Museu do Futebol leva conhecimento sobre este esporte inserido na cultura brasileira há mais de 100 anos. Depois de dez anos, a proposta se expandiu para o resto do país através de mostra itinerante. Iniciada em abril em Recife, o museu esteve ainda no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e desde quarta-feira está em Porto Alegre, no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, na Rua dos Andradas, 959, onde ficará até 16 de dezembro.

A mostra funcionará de terças a domingos, sempre das 10h às 18h, com entrada gratuita. Com sucesso de público, 200 mil visitantes já conferiram a mostra neste ano. “O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Não foca só no futebol, mas também mostra como são as sociedades, a política. Um estudo para tentar saber o que elas absorveram do futebol e o que o futebol bebeu delas”, disse Eric Alexander Klug, diretor executivo do museu.




“O nosso objetivo é trazer boleiros, não boleiros, mães, avós e crianças para aprender um pouco mais do que é ser gaúcho e brasileiro por meio da história do futebol.” O museu se baseia no uso de filmes, games e fotos. “Aqui em Porto Alegre, Grêmio e Inter cederam materiais como as camisas usadas em momentos históricos, como o Mundial gremista em 1983 e a Libertadores colorada em 2006”, disse.

Krug também falou que os visitantes podem ver e tocar em uma réplica da taça Jules Rimet, ganha pela Seleção Brasileira no tri mundial no México em 1970, e que acabou roubada nos anos 1980, tendo sido derretida. Outro objetivo importante é a camisa canarinho da Seleção, modelo criado para um concurso pelo gaúcho Alcyr García Schlee em 1953 e que se que tornou um dos maiores ícones do futebol mundial.

Por sua vez, a diretora do Museu Hipólito da Costa, Elizabeth Corbetta, afirmou que “o futebol é uma forma de comunicação e esta oportunidade de o Hipólito da Costa receber uma mostra tão rica em detalhes”. “O futebol conecta as pessoas e é história e paixão.”




Na mostra, alguns ambientes contam com informações sobre o futebol vivido em cada cidade que recebe a exposição. A Sala das Origens, por exemplo, tem um vídeo e cerca de cem imagens do período em que o esporte chegou ao Brasil e se profissionalizou, entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20.

Já a Sala Números e Curiosidades, composta por placas ilustradas por frases famosas, regras e recordes do esporte, recebe, nesta edição do projeto, uma vitrine especial com camisas e objetos históricos, além de mesa de pebolim customizada para o Gre-Nal e mesa para jogar futebol de botão.

A Sala das Copas do Mundo reconta todos os Mundiais, desde 1930. A história dos mundiais entrelaça-se ao contexto político e cultural de cada período. A Sala dos Gols e do Rádio relembra dezenas de gols e locuções que marcaram época. O visitante escolhe o narrador ou o radialista e assiste a vídeos.




Luis Fernando Verissimo, torcedor do Inter, conta um gol de Figueroa contra o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 1975 e Sérgio Xavier, jornalista e torcedor do Grêmio, narra um gol do Baltazar contra o São Paulo no Campeonato Brasileiro de 1981.

A exposição também conta com vídeos com jogadas de Palé e Garrincha e a instalação Versus, criada para esse projeto pelo artista Tadeu Jungle. A experiência consiste em acompanhar uma partida inteira somente observando os torcedores, suas reações e capturando a emoção contida em um jogo, a semifinal do Campeonato Paulista de 2015, entre Corinthians e Palmeiras. (Chico Izidro | Correio do Povo)

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