Mesmo preso, delegado Abud seguirá recebendo salário de mais de R$ 17 mil – Porto Alegre 24 Horas
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Mesmo preso, delegado Abud seguirá recebendo salário de mais de R$ 17 mil

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O delegado da Polícia Civil Omar Abud, condenado a 32 anos e um mês de reclusão, em regime fechado, só será exonerado da Polícia Civil quando o processo houver transitado em julgado, ou seja, quando todos os recursos possíveis forem esgotados. Além da condenação, Abud é alvo de procedimento administrativo disciplinar (PAD) que visa a apurar faltas funcionais e deve levar à pena demissória e exoneração, o que também não tem prazo para ser efetivado.

Enquanto não é exonerado, Abud continua recebendo o salário de delegado. Conforme Detalhamento Nominal da Folha de Pagamento de Pessoal no Portal Transparência, em agosto o delegado recebeu R$ 17.822,86 mil líquidos. O mesmo deve ocorrer nos próximos dias, quando os delegados receberem o salário atrasado de setembro.



Abud também não cumprirá pena em presídio comum. Segundo o chefe de Polícia interino, Leonel Carivalli, o delegado Abud, condenado pelos crimes de organização criminosa, obstrução de investigações e lavagem de dinheiro ficará preso na Casa de Custódia Policial do Grupo de Operações Especiais, onde são mantidos os presos com prerrogativas de prisão especial.

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Entenda o caso

A investigação do Ministério Público apontou que o delegado e o ex-comissário de polícia Luiz Armindo de Mello Gonçalves financiaram uma quadrilha especializada em estelionato e roubo de cargas.

Conforme a sentença do juiz Roberto Coutinho Borba, da 2ª Vara Criminal de Alvorada, todos os bens adquiridos pelo delegado Abud com dinheiro ilícito ficarão confiscados, incluindo dois veículos Mercedes Benz, um BMW, um automóvel Miura, duas motos, quatro apartamentos, um terreno, três boxes e dinheiro em contas correntes e aplicações.



De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa de Abud obteve vantagem de quase R$ 2 milhões. Além dos bens do delegado, o ex-comissário de polícia Gonçalves, condenado a 17 anos e um mês de prisão, também perdeu aproximadamente R$ 685 mil em bens – três apartamentos, uma caminhonete, uma casa, uma empresa e dinheiro em conta corrente e aplicações

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Além deles, também foram condenadas mais sete pessoas ligadas à organização criminosa. O juiz determinou ainda que todos os condenados que exerciam funções públicas percam os cargos e o direito a aposentadoria. Cabe recurso da decisão, mas os réus Jair Borges da Silva, Luiz Armindo de Mello Gonçalves, Omar Abud e Cristiano de Oliveira Vargas não poderão apelar em liberdade. (Rádio Guaíba)


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