Médicos cubanos desenvolvem a cura para vitiligo em apenas 3 dias
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Saúde

Médicos cubanos desenvolvem a cura para vitiligo em apenas 3 dias

Existe uma variedade de tratamentos para a doença. Um deles é o método cubano, que apresenta resultados com grande poder de cura.

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As causas do vitiligo – doença conhecida pela despigmentação da pele e que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge um 1% da população mundial – podem ser ocasionados por herança genética, autoimunidade e até estresse. Existe uma variedade de tratamentos para a doença. Um deles é o método cubano, que apresenta resultados com grande poder de cura.

Cuba desenvolve o tratamento desde a década de 1970, de acordco com o Centro de Histoterapia Placentária, em Havana. Retirado da placenta humana, o Melagenina Plus é um extrato alcoólico estimulante da melanina, proteína responsável pela pigmentação da pele.

A primeira aplicação do medicamento mostrou que 84% dos 732 pacientes que participaram do estudo voltaram a ter pigmentação total nas áreas atingidas pelo vitiligo.

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“As manchas foram regredindo. Eu tinha manchas no rosto e não tenho mais. Eu tenho algumas manchas localizadas, como no pé e no joelho, mas são muito pequenas. Faz mais de vinte anos que elas pararam de crescer”, contou Glícia Pontes, professora da Universidade Federal de Goiás, uma das primeiras brasileiras a ter êxito com o método cubano.

O Centro de Histoterapia Placentária realiza o tratamento durante 3 dias consecutivos. A consulta no Centro é de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h. Os estrangeiros que querem se tratar em Cuba devem viajar para Havana e ficar no país pelo menos 4 ou 5 dias.

Segundo o governo cubano, muitos estrangeiros viajam até a ilha para fazer o tratamento. No Brasil, o registro do medicamento foi cancelado em 2009, tornando sua comercialização e importação no país proibida. No entanto, sem explicar os motivos do cancelamento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou que “ele pode ser importado, mediante prescrição médica, em caráter excepcional”.

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Preconceito

Para o médico da família, Augusto Cezar, a própria comunidade de dermatologistas tem dificuldades de lidar com o medicamento. Segundo ele, além do preconceito com a medicina cubana, há interesses econômicos de uma parte dos profissionais que mantém vínculos com indústrias farmacêuticas, principalmente, internacionais. “Quando surge um medicamento novo de um país, que pela concepção tem uma ideologia diferente disso, obviamente que a maioria vai questionar”, critica.

Segundo Glícia, a experiência com a melagenina na infância sempre é relatada aos médicos com os quais se consulta. Com base na reação dos profissionais, ela acredita que não há repercussão deste tipo de tratamento no país. Os médicos, quando não desdenham, “têm desconhecimento do tratamento”.

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Melagenina

Cezar destacou que tratamentos convencionais do vitiligo, como fototerapia e laserterapia não têm apresentado resultados satisfatórios na maioria dos portadores de vitiligo. Nesse sentido, a Melagenina é considerada uma alternativa por não apresentar efeitos colaterais e permitir a sua utilização em crianças e adultos, incluindo idosos, mulheres grávidas ou durante o período menstrual.

“A eficácia da melaginina tem sido demonstrada em diversos congressos internacionais pela sociedade de dermatologia cubana. Este tratamento tem dado resultados muito bons para resolver o problema que é o vitiligo na população mundial”, explica Cezar.

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