Marchezan é alvo de mais uma tentativa de início em processo de impeachment na Câmara de Vereadores
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Política

Marchezan é alvo de mais uma tentativa de início em processo de impeachment na Câmara de Vereadores

Novo pedido de afastamento, encaminhado por um cidadão, traz oito razões que podem interromper o mandato do prefeito

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Foto: Jefferson Bernardes/PMPA

Créditos da foto da notícia: Foto: Jefferson Bernardes/PMPA.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior é alvo de mais uma tentativa de abertura de processo de impeachment na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Dessa vez, o pedido de afastamento foi protocolado pelo cidadão Claudio Francisco Mota Souto, que alega crime de responsabilidade por parte do tucano.

O primeiro motivo para o impeachment é o nepotismo, já que a Secretária Municipal de Planejamento e Gestão, Juliana Castro, é apontada como cônjuge de um dos principais assessores de Marchezan.

Há, ainda, um questionamento quanto ao cumprimento da Lei Complementar 810, de 2017, onde o prefeito se compromete a atuar para a melhora dos indicadores sociais na cidade. É citada, também, a hipótese de favorecimento ilegal de empresas no sistema de transporte público de Porto Alegre.

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A constituição do Banco de Talentos do município também é questionada pelo cidadão, bem como as negativas de execução em leis municipais e federais. Uma suposta série de irregularidades na locação de um prédio no centro da cidade também é citada.

O documento que pode dar início a um processo de impeachment na Capital Gaúcha argumenta, também, que Marchezan teria desrespeitado o dever de informação da Câmara Municipal. Por fim, Claudio Francisco Mota Souto aponta uma série de possíveis casos de assédio moral por parte do prefeito.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior, que já teve outras duas solicitações de impeachment negadas pelo parlamento, acredita que o partido Progressista possa estar envolvido no processo.

“Ele é um filiado do PP, ativo no PP, marido de uma servidora filiada que foi demitida há cerca de 30 dias, e talvez alguém do PP ache que eu tenha medo de impeachment”, afirma.

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“Quero deixar claro para a sociedade de Porto Alegre: estou com minha consciência absolutamente tranquila. Sou uma pessoa honesta, de uma família honesta, e eu não tenho apego ao cargo, tenho amor pelo cargo de prefeito e pela minha cidade”, conclui o prefeito.

Por meio de nota, a presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre confirmou o recebimento do documento, de 194 páginas, que elenca pelo menos oito motivos para que o líder do Poder Executivo na Capital Gaúcha perca o seu mandato. (Aristóteles Júnior | Band)

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