Lula pediu que o PT evitasse manifestações políticas durante o velório do neto – Porto Alegre 24 Horas
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Política

Lula pediu que o PT evitasse manifestações políticas durante o velório do neto

Ex-presidente permaneceu durante duas horas na cerimônia.

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Reprodução / Facebook
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Fontes ligadas ao PT revelam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a cúpula do partido evitasse a realização de manifestações políticas no velório de seu neto em São Bernardo do Campo (SP), no último sábado. A própria defesa teria contribuído para essa postura de cautela entre correligionários do homem que governou o País por dois mandatos consecutivos (2003-2010) e que hoje cumpre sentença de prisão em Curitiba (PR) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Esse cuidado já teria sido manifestado na véspera da cerimônia fúnebre, quando Lula recebeu na carceragem da PF (Polícia Federal) um telefonema do filho caçula Sandro, informando sobre a perda de Arthur, 7 anos, vítima de meningite. “Ninguém queria dar munição para que a solicitação de saída temporária fosse rejeitada”, contou um interlocutor do líder petista.

Já no velório, Lula repetia a aliados que, ao ser procurado pelo chefe da custódia na sede da PF na capital paranaense, imaginou que algo teria acontecido a algum familiar, mas que a última coisa que passaria pela sua cabeça seria a morte do neto. Ele permaneceu no local durante aproximadamente duas horas, das 11h às 13h.

Declarações

De fato, o pedido de Lula foi atendido. Embora a cerimônia de velório e cremação de Arthur tenha reunido caciques petistas e correligionários de Lula, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, o ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) e diversos ex-ministros, as manifestações se resumiram a comentários sobre o carinho do ex-presidente pelo neto e a dor da perda de um familiar.

“Era um garotinho que estava sempre com ele, sempre no colo, acompanhando o Lula em tudo que era atividade, enfim, é um momento difícil”, falou Rafael Marques, ex-presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC.

João Pedro Stédile, cofundador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), contou que o líder petista lamentou o fato de que Arthur tenha sofrido bullying na escola, com os colegas dizendo ao menino que o avô está preso por ser um “ladrão”.

Já Fernando Haddad chamou a atenção para a situação de saúde do ex-presidente, condenado a 12 anos e um mês de cadeia pelo caso do triplex do Guarujá (SP) e que em abril completará um ano em regime fechado. “Será preciso acompanhar mais atentamente a saúde de Lula, após uma perda como essa”, frisou. “Não podemos subestimar diante de uma dor tão tremenda.”

Como era de esperar, o clima no velório era de profunda tristeza. Sandro, filho caçula de Lula e pai de Arthur, chorava em uma cadeira ao lado do caixão branco do garoto, sob o qual foram postos um par de chuteiras e uma bola de futebol.

Com um aspecto abatido, Lula acenou para os militantes ao chegar e sair do local. Do lado de fora, centenas de simpatizantes rezaram o “Pai Nosso” e gritavam “Lula livre!”. Amigos da família que participaram do ato fúnebre disseram que, assim que o caixão desceu na cerimônia de cremação, agentes da Polícia Federal já estavam ao lado do ex-presidente para retirá-lo da sala.

Incômodo

A Polícia Militar de São Paulo fez um esquema especial de segurança antes da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a despedida a neto Arthur. Ao todo, 275 PMs participaram da operação de escolta, seis deles dentro da capela onde era velado o corpo. Além disso, mais de dez viaturas cobriam o entorno do local e uma barreira foi feita na entrada do cemitério.

Todo esse aparato causou incômodo à família do líder petista, amigos e aliados. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, conversou no local com o comando da corporação, pedindo que os agentes fossem menos ostensivos e reclamando do que que considerava como “exagero” na operação.

Fonte: O Sul


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