Israel acompanha os Estados Unidos e também se desliga da Unesco
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Israel acompanha os Estados Unidos e também se desliga da Unesco

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Israel anunciou, nesta quinta-feira (12), sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, como os Estados Unidos, por causa da tomada de partido anti-israelense, segundo os dois, da organização da ONU, que tornou-se um “teatro do absurdo”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “deu a instrução ao Ministério das Relações Exteriores para preparar a retirada de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos”, afirma uma nota de seu gabinete. “A Unesco se tornou o teatro do absurdo, onde se deforma a história, em vez de preservá-la”, acrescentou.




Mais cedo, o embaixador israelense na Unesco Carmel Shama-Hacohen afirmou que a retirada dos Estados Unidos da Unesco é como o início de uma nova era, e sugeriu que Netanyahu seguisse o mesmo caminho.

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Medida premeditada pelos EUA

O governo do presidente Donald Trump estava se preparando para uma possível retirada há meses, e esperava uma decisão antes do fim do ano, segundo funcionários americanos. Vários representantes diplomáticos que seriam enviados à missão na agência este ano foram informados que seus postos estavam suspensos e aconselhados a buscar outras vagas.

Essa é a segunda vez que o governo americano decide abandonar a Unesco. A gestão do ex-presidente Ronald Reagan tomou tal medida em 1984, afirmando que a agência era a favor da União Soviética. Quase duas décadas depois, no governo de George W. Bush em 2002, os Estados Unidos voltaram a se associar à agência da ONU.

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Reação da Unesco

A entidade lamentou publicamente a saída dos EUA como país membro da organização. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar profundamente a decisão dos EUA de se retirar da entidade, após ter recebido a notificação oficial do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson. Bokova acrescentou que a decisão dos EUA marca uma perda para o multilateralismo e para a “família das Nações Unidas”.




No ano passado, Israel anunciou a suspensão de sua cooperação com a Unesco, um dia depois de uma votação criticada pelos israelenses sobre um local sagrado de Jerusalém. Do ponto de vista israelense, a decisão seria uma negação do vínculo milenar entre os judeus e a cidade.

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Na resolução aprovada pelos estados membros da Unesco, Israel foi criticada por restringir o acesso de muçulmanos a um local, reverenciado por judeus e muçulmanos, que é conhecido por judeus como Monte do Templo e por muçulmanos como al-Aqsa our Haram al-Sharif. Jerusalém Oriental é a parte palestina de Jerusalém ocupada desde 1967 por Israel, e anexada posteriormente, e que os palestinos aspiram a tornar a capital de seu futuro Estado.



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