Índices de suicídio são maiores nas regiões gaúchas que usam mais agrotóxicos, reforçam especialistas
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Índices de suicídio são maiores nas regiões gaúchas que usam mais agrotóxicos, reforçam especialistas

O fato é um dos temas prioritários do mês temático “Setembro Amarelo”

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Foto: EBC

Nas regiões onde o uso de agrotóxicos é mais intenso, os índices de suicídio são maiores. Essa foi uma das informações em debate, nessa quarta-feira, durante o seminário “Exposição Ocupacional e Saúde Mental”, realizado pelo Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) no auditório da Amrigs (Associação Médica do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre.

O evento direcionado a profissionais de saúde detalhou um cenário que aponta os riscos da exposição excessiva ou inadequada a esse tipo de produto, principalmente quando se trata de trabalhadores rurais. Dentre os palestrantes que reiteraram esse efeito preocupante dos pesticidas e similares estava a médica Neice Müller Xavier Faria, que estuda o assunto há anos.

“Já foi possível identificar que esse tipo de exposição ocupacional tem efeito sobre a saúde mental e comportamental das pessoas”, mencionou Neice, que também atua como pesquisadora da UFPel (Universidade Federal de Pelotas). Para ela, é fundamental qualificar a vigilância sobre esse segmento, o que poderá agregar mais dados para as análises.

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Já a técnica Vanda Garibotti, da área de intoxicação exógena do Cevs, explicou que a exposição a agrotóxicos se classifica em direta e indireta: “Trabalhadores rurais e das indústrias fabricantes desses agentes químicos, fornecedores e quem os comercializam são os diretamente expostos. Indiretamente é a exposição a população em geral, através de resíduos dos agrotóxicos que podem vir a estar presente em alimentos, na água ou até no ar”.

“Setembro Amarelo”

O seminário foi o primeiro evento da SES (Secretaria Estadual da Saúde) em sua programação alusiva ao Setembro Amarelo, mês temático que trata da conscientização para a importância da prevenção ao suicídio. Nas próximas semanas, outras iniciativas devem ser concretizadas pelo Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio, que conta com a participação de vários órgãos.

Além da SES, participam da ação as pastas estaduais da Educação, Segurança Pública, Administração Penitenciária e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, bem como entidades não governamentais como a Cruz Vermelha e o CVV (Centro de Valorização da Vida). Um dos focos da campanha é o fato de que o Rio Grande do Sul apresenta uma das maiores taxa de suicídio de todo o País, mais de 1,3 mil registros de mortes autoprovocadas somente em 2017.

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Já no dia 27 deste mês, um encontro intitulado “Autolesão e o Comportamento Suicida na Infância e Adolescência” será realizado no teatro do Prédio 40 da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre. As vagas já estão esgotadas.

Para o dia 10 de setembro está marcada a quinta edição do “Seminário Intersetorial de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio”. A atividade será realizada no anfiteatro Jorge Escobar Pereira Lima, no Prédio 1 da UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).

E no dia 1º de outubro, o auditório do MPE (Ministério Público Estadual) do Rio Grande do Sul, receberá o “Seminário Internacional de Prevenção do Suicídio na Segurança Pública”. Mais informações podem ser obtidas no site do governo gaúcho: www.rs.gov.br. (O Sul)

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