Homem é ressuscitado por alunos e instrutores de curso de reanimação em frente ao Instituto do Coração – Porto Alegre 24 Horas
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Homem é ressuscitado por alunos e instrutores de curso de reanimação em frente ao Instituto do Coração

Rapidez no atendimento foi essencial para salvar a vida do pintor Flávio Aramis Teixeira, que reencontrou seus socorristas na manhã desta quarta-feira (16), na UTI do Instituto de Cardiologia, na Capital

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Uma história noticiada pela GaúchaZH, que poderia facilmente se tornar um filme de Hollywood, aconteceu no início da tarde do último domingo (13). Eram médicos, enfermeiros, residentes e graduandos em Medicina envolvidos na simulação de um atendimento de parada cardiorrespiratória com a utilização de um manequim como se fosse o paciente. A aula era ministrada no Centro de Treinamento e Simulação de Emergências Médicas (CTSEM), contíguo ao Instituto de Cardiologia, no bairro Santana, tiveram suas atividades interrompidas. 

Um homem passou mal, em frente a um restaurante onde havia almoçado, próximo ao Instituto de Cardiologia. Então sua esposa começou a gritar desesperadamente na rua já avisando da condição do homem, que é cardiopata. Neste instante, a movimentação de populares acabou chamando a atenção de um dos médicos do instituto, que por uma distração, olhou para a rua, avistou o acontecido, acionou o colega também médico e instrutor e foram ajudar o homem.

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Em instantes a dupla estava lá, com cerca de 20-30 alunos que participavam da demonstração de atendimento. Como todos estavam com as demonstrações frescas na memória, foram várias pessoas assessorando a dupla de médicos, colaborando para que o atendimento ocorresse da melhor forma possível. Afinal, a coincidência de encontrar um caso real do que haviam treinado instantes motivou todos a auxiliar e botar em prática os conhecimentos adquiridos.

O homem, pálido, estava em gasping, respiração agônica típica da insuficiência respiratória que pode acompanhar o quadro de parada cardíaca. Mariana, uma das alunas, deu início à primeira rodada de compressões torácicas, apertando as mãos sobre o peito do pintor a um ritmo de cem a 120 compressões por minuto. Enquanto isso, outro aluno, Guilherme, acionou o cronômetro.

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Na sequência, apareceu, trazido do CTSEM, um dispositivo bolsa-válvula-máscara, que ajuda a enviar ar para dentro do paciente. Estava sendo conduzido o segundo ciclo de compressões – é preciso haver rotatividade em intervalos de dois minutos, para que o procedimento, cansativo, não perca eficiência – quando Valentina aportou com o desfibrilador, aparelho para dar choques. O coração estava em fibrilação ventricular, um caos elétrico, ou seja, o órgão estava vibrando, como se tremesse, mas não conseguia bombear o sangue. Verificou-se, pelo ritmo mostrado no monitor, que o coração da vítima poderia receber a descarga.

O corpo deu um solavanco, e continuaram as compressões no tórax. Flávio seguia sem pulso. Olhos no monitor e mais um choque. Na terceira série de compressões sobre o peito é que o pintor reagiu, movimentando as pernas, mas foi só no terceiro choque que ele “voltou”. Respirava com dificuldade, e se pôde verificar a pulsação. A assistência continuava. Vanessa Ferrari Wallau, 27 anos, médica residente em medicina de emergência e instrutora do CTSEM, avaliou e constatou que o paciente estava orientado.

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Foi então que a vítima da parada cardiorrespiratória, começou a falar normalmente, confirmando não sentir mais dores. Foi então que ele e todos que participaram do salvamento foram aplaudidos. Ele foi transportado para o Instituto de Cardiologia, distante poucos metros dali, onde ele permanece internado, mas sem correr risco de vida.

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