Fim do mistério | Identificada a possível causa do grande estrondo escutado em Porto Alegre
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Fim do mistério | Identificada a possível causa do grande estrondo escutado em Porto Alegre

Apesar de não confirmada, a suspeita é considerada plausível e possível.

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De acordo com um soldado do corpo de bombeiros da Região Metropolitana, o barulho ouvido ontem por milhares de porto-alegrenses pode ter sido causado por um teste da FAB realizado em Canoas, onde há uma base do serviço de aviação. As aeronaves quando rompem a velocidade do som acabam gerando um ruído muito alto, que pode ter causado pequenos tremores e um alto estompido.

Procurada, a FAB não confirmou o teste, mas diz que era investigar a possibilidade de testes terem sido realizados e se algum deles ultrapassou a barreira do som, como descrito pelo bombeiro.

Residentes da Capital dos gaúchos relataram ter avistado caças fazendo rasantes no céu, o que vai de encontro com o relato do bombeiro. Alguns até sentiram pequenos tremores em seus domicílios, tendo inclusive derrubado alguns itens posicionados sob móveis.

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A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que não houve qualquer registro de acidente em bueiros ou vias subterrâneas na Capital. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital, coronel Rodrigo Mohr, disse que nenhuma ligação foi registrada no telefone 190 da Brigada Militar. O Corpo de Bombeiros de Porto Alegre também não tive ligações para o número 193, de acordo com a assessoria de comunicação da corporação.

Barreira do som
O som se propaga no ar em ondas concêntricas, como faz uma pedra ao cair em um lago. A barreira do som é o limite de velocidade em que um avião pode se deslocar no ar sem atropelar as ondas sonoras emitidas por ele mesmo. A velocidade do som no ar é de 340 metros por segundo (1 200 km/h), aproximadamente. À medida que o avião acelera, essas ondas vão se juntando e ficando como que empilhadas à sua frente, como uma série de barbantes entrelaçados. Quando o avião finalmente consegue superar a velocidade das ondas, rompe esse cordão imaginário. “No momento em que a velocidade do som é ultrapassada, ouve-se um estrondo. É a isso que chamamos romper a barreira do som”, diz o físico Carlos Luengo, da Unicamp.

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