Família que ganha até um salário mínimo terá custo zero para comprar casa
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Economia

Família que ganha até um salário mínimo terá custo zero para comprar casa

O ministro também anunciou uma “poupança imobiliária”, no qual as famílias moram na unidade e pagarão uma espécie de aluguel.

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(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A proposta de desmembramento do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, anunciado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, vai viabilizar 100% do valor do imóvel para as famílias sem acesso ao mercado formal imobiliário. Com o projeto, as pessoas com renda de um salário mínimo (R$998) terão a chance de ter subsídio integral da União e custo zero para adquirir a moradia. Atualmente, a faixa mais baixa atende famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. Além do patamar de baixíssima renda, o programa teria apenas mais um nível: de baixa e média renda. O ministro também anunciou uma “poupança imobiliária”, no qual as famílias moram na unidade e pagarão uma espécie de aluguel.

Faixas de renda para aquisição

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De acordo com Canuto, dentro das duas novas faixas apresentadas, cada programa terá subdivisões. No caso da baixíssima renda, serão atendidas pessoas sem acesso ao crédito imobiliário; afetadas por situações de emergência ou calamidade pública; e também por intervenções de obras federais. Há casos, ainda, que a família não será dona do imóvel, na modalidade de ‘Serviço de Moradia Social’. Ela poderá morar no local, mas sem direito à propriedade.

Já na faixa de baixa e média renda, a medida será adotada para as famílias com renda bruta mensal de dois (R$1.996) até sete salários mínimos (R$ 6.986), com financiamento ou por modalidade chamada de “Poupança habitacional”. A primeira oferecerá subsídio e taxas de juros especiais, de forma semelhante à que ocorre atualmente nas faixas 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida. Os detalhes das condições ainda estão em debate com o Ministério da Economia e com a Caixa Econômica Federal.

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Poupança funcionará como aluguel

A poupança imobiliária funcionará como se fosse um aluguel. As famílias deverão fazer depósito mensal para o governo. “No fim de determinado período – ainda em estudo -, o morador poderá usar o recurso na quitação do saldo para adquirir o imóvel ou terá opção de compra em outro local, caso queira mudar”, disse Canuto.

Investimentos no setor

Para o vice-presidente do Secovi-Rio (Sindicato da Habitação do Rio), Leonardo Schneider, o financiamento de 100% para famílias de baixíssima renda trará novos investimentos para o setor.

“Com o anúncio, há expectativa de mais investimentos e de movimentação para o mercado. É claro, que, ainda, a possibilidade de reduzir o déficit habitacional no País, com oportunidades para parcela da população que não tem acesso à moradia”, afirma o presidente do Secovi.

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Além disso, a divisão do programa em dois subgrupos pode trazer vantagens, segundo Schneider. “A separação possibilita maior foco das construtoras e segmentação de imóveis para cada perfil”, explica Schneider. As informações são do jornal O Dia. (O Sul)

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