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Facebook compra startup para controlar computadores com a mente

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Foto: Reprodução

O Facebook comprou, recentemente, a startup de tecnologia CTRL-Labs. A startup está desenvolvendo um software que permite que pessoas controlem um avatar digital apenas com o pensamento e foi vendida para a empresa de Zuckerberg por um valor entre US$500 milhões e US$1 bilhão.

Andrew Bosworth, vice-presidente do Facebook para Realidade Virtual e Aumentada, publicou no Twitter sobre a decisão de adquirir a empresa. “Nós sabemos que existem formas mais naturais e intuitivas para interagir com dispositivos. E nós queremos construí-la. É por isso que concordamos em adquirir a CTRL-Labs. Eles irão se juntar ao nosso time onde esperamos construir esse tipo de tecnologia em escala”, publicou.

A CTRL-Labs foi fundada há quatro anos pelo programador Thomas Reardon, conhecido por extensa carreira na Microsoft, onde ajudou no desenvolvimento do sistema operacional Windows 98 e criou o navegador Internet Explorer. Na CTRL-Labs, Reardon desenvolveu a “primeira tecnologia de interface neural não-invasiva” que está sempre ativada. Basicamente, se trata de um equipamento de eletromiografia que traduz os sinais neurais em comandos.

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Em 2018, a empresa divulgou o primeiro produto, restrito para desenvolvedores. Se trata de um adereço que se parece com uma pulseira, ou um smartwatch, mas é capaz de ler os impulsos elétricos nos músculos do braço, decodificá-los e transformá-los em comandos.

Como funcionário de uma rede social, Bosworth oferece exemplos comuns, do dia a dia, para aqueles que usam a internet, mas as possibilidades da tecnologia são variadas. É possível, por exemplo, controlar imagens em realidade virtual e aumentada. Ou em uma cirurgia a distância, o médico pode controlar o braço robótico com movimentos perfeitamente sincronizados.

Vale lembrar que a compra acontece num momento tenso para o Facebook, que é alvo de duas investigações contra cartéis nos Estados Unidos. Por isso, qualquer aquisição será avaliada minuciosamente por órgãos reguladores. A rede social está sendo questionada se tem feito aquisições de competidores para se manter sem rivais.

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