Escolas da rede pública estadual enfrentam dificuldades com obras – Porto Alegre 24 Horas
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Escolas da rede pública estadual enfrentam dificuldades com obras

Enquanto alguns locais se transformaram em verdadeiros canteiros, outros convivem com serviços incompletos

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Foto: Carlos Macedo

Ele deveria estar repleto de alunos, mas está fechado para obras. O Instituto de Educação General Flores da Cunha, no Centro Histórico de Porto Alegre, passa por reforma desde 2016. A previsão era de que os trabalhos fossem concluídos um ano depois, mas o prazo foi se arrastando.

A Secretaria Estadual de Educação acredita que até metade de 2020 já esteja tudo pronto. O receio da comunidade escolar é de que isso não aconteça. A empresa contratada para os serviços vem recebendo com três meses de atraso. Enquanto o local permanece como canteiro de obras, os estudantes matriculados frequentam provisoriamente outras quatro escolas com muitas limitações, como relata a vice-diretora Heloísa Rabeno.

“Estamos divididos em quatro unidades, o que dificulta muito uma unidade de ação e a parte pedagógica. Nós não estamos bem instalados, de forma que não temos laboratórios, a biblioteca é pequena, não temos espaço para aulas de educação física”.

Um aditivo contratual estaria nas mãos do governo gaúcho. A expectativa é de que o documento, que atualiza algumas cláusulas, seja assinado o quanto antes para que o andamento das obras não seja afetado. “Esses ajustes não implicam em um aumento do valor contratual, mas, sim, no término da obra”, ressalta Heloísa.
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Ao contrário do Instituto de Educação, o Colégio Protásio Alves, no bairro Azenha, funciona normalmente, mas alunos e professores convivem com a sensação de insegurança. O local já foi invadido por ladrões algumas vezes e, na semana passada, um aluno levou um tiro de raspão durante um assalto.

Há pouco mais de um ano, o muro de um dos lados da instituição de ensino precisou ser demolido porque estava em más condições. Até hoje, não foi reerguido.

“Nós temos muita insegurança devido a esse muro inacabado porque tivemos uns dois ou três assaltos na escola. Roubaram TV, entraram na cozinha, levaram itens da cozinha”, afirma a vice-diretora do turno da manhã, Daniela Muci.

A estudante Ana Helena fala sobre a experiência de frequentar um espaço que deveria ser o mais seguro possível, mas que vem oferecendo riscos.

“Eu já presenciei alguns assaltos, já tive colegas que foram assaltados, principalmente quando estudava no turno da tarde. Na hora de sair, por volta das 18h30min, é noite praticamente, ainda mais durante o inverno”.

Esse não é o único problema enfrentado. O colégio não tem refeitório, está com reformas paradas, como a do ginásio, e, apesar de também ser destinado a pessoas com deficiência, não conta com muita acessibilidade.

A direção faz um apelo para que o governo do estado tenha um olhar especial para as escolas públicas. (Jônatha Bittencourt | Band)

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