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Empresas de ônibus indicam aumento na tarifa em Porto Alegre

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Créditos da foto da notícia: Foto: Divulgação/ EPTC.

Começa o ano e uma das primeiras pautas na agenda pública de Porto Alegre é o aumento da tarifa de ônibus. Isso ocorre porque a data-base para o reajuste salarial dos motoristas e cobradores da Capital é o dia 1º de fevereiro, sendo tradicionalmente este um dos principais componentes do reajuste da tarifa.

Neste ano, as negociações entre o Sindicato dos Rodoviários (Stetpoa) e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) já iniciaram, mas ainda estão em estágio embrionário. Os trabalhadores encaminharam uma proposta inicial pedindo reajuste salarial de 5,5%, referente à reposição inflação acumulada no ano (índice ainda não fechado) mais um ganho real, e uma elevação do vale-alimentação de R$ 25,75 para R$ 29, além da renovação das demais cláusulas do acordo coletivo firmado em 2018.

Alceu Machado, advogado que representa as empresas de ônibus na negociação, diz que uma reunião entre as partes está marcada para a próxima quinta-feira (10), mas aponta que o reajuste a ser concedido para os trabalhadores não deve superar a inflação. Ele, no entanto, avalia que a discussão sobre o reajuste deve se alongar como em anos anteriores quando a categoria realizou paralisações porque, segundo diz, eles estariam “realistas” de que o transporte público de Porto Alegre está perdendo passageiros a cada ano.




Por outro lado, Machado avalia que há um ponto de discórdia entre as partes referente ao plano de saúde da categoria. Segundo o advogado, a operadora do plano quer aumentar a participação paga pelos trabalhadores, hoje em R$ 50 para os profissionais e seus familiares, e que eles paguem um valor de coparticipação a cada consulta. O tema já foi debatido em anos anteriores, mas motoristas e cobradores relutam em aceitar o aumentado nos valores pagos.

Até o momento, ainda não há qualquer previsão sobre como as negociações irão impactar no valor da tarifa de ônibus da Capital. Nesta segunda-feira, conforme publicou o jornal Correio do Povo, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) afirmou que é certo que a tarifa irá aumentar, mas também não estimou o percentual do reajuste de 2019.

Ele voltou a afirmar que o valor da tarifa poderia não ser reajustado ou até ser reduzido se a Câmara de Vereadores tivesse aprovado o pacote de medidas encaminhadas pelo Executivo municipal propondo revisões de isenções. Apesar de algumas medidas não terem sido aprovadas ainda, como o fim da passagem escolar para estudantes de famílias que recebam acima de três salários mínimos e a autorização para o fim da obrigatoriedade que ônibus transitem com cobradores, outras medidas já passaram, como o fim da gratuidade para pessoas de 60 a 64 anos (mantida para quem já está cadastrado no Cartão Tri) e o fim da segunda passagem gratuita para quem pegar mais de um coletivo em menos de 30 minutos (passou a ser 50% da tarifa).

No entanto, essas medidas não reduziram o aumento da tarifa ou sequer impediram novos reajustes. Em 2018, a tarifa foi reajustada em 6,17%, de R$ 4,05 para R$ 4,30, acima da inflação e acima do reajuste concedido aos rodoviários, que foi de 2%.

Presidente do Stetpoa, Adair da Silva reconhece que é difícil a categoria ter suas reivindicações atendidas, mas espera um reajuste maior do que a inflação e um aumento no vale. Além disso, ele diz que a categoria não vai aceitar caso o projeto da Prefeitura para acabar com os cobradores seja pauta na Câmara. “Como é que o sindicato vai aceitar 3 mil e poucos de pais de famílias demitidos. Eles alegam que é para redução da tarifa, mas não vão reduzir tarifa nenhuma. Se ele [Marchezan] botar na Câmara, nós vamos lá fazer barulho”, diz. (Luís Eduardo Gomes | Sul21)


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