É possível um transporte fluvial pleno no Guaíba? – Porto Alegre 24 Horas
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É possível um transporte fluvial pleno no Guaíba?

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O transporte fluvial que liga Porto Alegre a Guaíba já é uma realidade consolidada, e seu sucesso alimenta entre os usuários um desejo: a implantação de novos trechos ligando a Capital a cidades vizinhas. Mas será possível sonhar com mais rotas pelas águas do Guaíba? Há alguns anos, entidades estaduais e municipais se uniram e desenvolveram o Plano Hidroviário do Rio Grande Sul. No papel, os caminhos traçados são perfeitos. Entretanto, as chances de o plano, concluído em 2015, se tornar realidade em um curto prazo são mínimas.

Quem já utilizou os serviços do catamarã – o trecho Porto Alegre – Guaíba é o único em operação -, de modo geral, aprova e apoia a extensão dos trajetos para outros pontos. Porém, a viabilidade financeira e o fluxo de usuários afastam a iniciativa do funcionamento. A ideia inicial era que os terminais fossem criados em direção à Zona Sul (ver mapa) da Capital. Bairros como Tristeza, Assunção, Ipanema e Guarujá seriam alguns a contar com o transporte. Outro ponto que freia o prolongamento das linhas é a possibilidade de não haver passageiros suficientes.



A rota mais próxima de se tornar realidade é a da Ilha da Pintada – um trajeto relativamente curto, que teria um valor mais popular em relação ao aplicado hoje pela empresa CatSul entre Porto Alegre e Guaíba. Tendo em vista as condições econômicas dos moradores, a passagem poderia custar cerca de R$ 3,00 para o percurso, com duração de dez minutos. Os pontos de embarque seriam em dois terminais, um na Colônia Z-5 e outro no antigo Estaleiro Mabilde. A título de comparação, a linha de ônibus municipal que realiza o mesmo trajeto pelo menor tempo leva cerca de 40 minutos, mais cinco de caminhada até a entrada da ilha.

O freio aos projetos é motivado, em parte, pela crise que assolou o País nos últimos anos, argumenta o superintendente da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Pedro Bisch Neto. Com os estudos concluídos, resta ao poder público buscar parceiros para que novos terminais comecem a operar. Bisch Neto lembra que, até o catamarã iniciar o serviço, em 2011, foram alguns anos de estudos. Em 2005, quando começou o levantamento, o projeto previa a migração de 20% dos usuários do transporte viário para o hidroviário – expectativa que, segundo o superintendente, se concretizou.

A Metroplan não tem dificuldades em projetar a quantidade de passageiros que utilizam os diferentes meios de transporte, já que todos passam pelo crivo da fundação. Com base nesses dados, a viabilidade de uma rota fluvial é planejada facilmente. Além das rotas do Guaíba, outros trajetos viáveis envolvem o rio Jacuí, que atenderia aos municípios de São Jerônimo, Charqueadas e Triunfo – “um sonho dos prefeitos dos três municípios”, garante Bisch Neto.




Já destinos mais afastados de Porto Alegre, como a Barra do Ribeiro e o Parque de Itapuã, em Viamão, por exemplo, seriam opções pontuais, com viagens fretadas e previstas com certa antecedência. O superintendente acredita que esses pontos poderiam ser explorados em fins de semana ou em períodos de clima mais agradável, a partir da primavera.

Nova parada para o catamarã no Gasômetro depende apenas de autorização

Porto Alegre está muito próxima de ter mais uma parada para o catamarã. A revitalização da orla do Guaíba, nas proximidades da Usina do Gasômetro, despertou o interesse da CatSul, empresa responsável pelo transporte hidroviário entre a Capital e Guaíba. A companhia já enviou uma solicitação à Metroplan, que mantém contato com a prefeitura municipal para liberar o novo ponto.

De acordo com o diretor de operações da CatSul, Carlos Bernaud, a tendência é de que o local de embarque esteja a serviço dos usuários ainda neste ano. “Está tudo pronto, e temos todas as condições técnicas para operar, já que a estrutura está feita e não teremos custos. A questão é só ter a autorização”, explica.




Para Bernaud, a revitalização da orla fez os porto-alegrenses voltarem os olhos para o lago novamente. “A cidade está se virando para o Guaíba e vendo o catamarã passar. Temos uma concessão por mais 30 anos para operar essa ligação metropolitana, que, desde 2011, já transportou mais de 6 milhões de pessoas”, ressalta. A CatSul ainda segue com estudos para pleitear novas paradas ao longo da orla.

Sobre o ponto de embarque na Ilha da Pintada, o diretor de operações informa que, há cerca de dois anos, houve uma licitação, no governo do ex-prefeito José Fortunati, para executar o serviço. Porém, a empresa chegou à conclusão de que o edital não era favorável e decidiu não participar.

“Agora, acredito que um novo estudo seja interessante para avaliar horários reduzidos que viabilizem essa operação, já que tem a atratividade muito grande no sentido da distância, que encurta bastante pelo Guaíba”, aposta Bernaud. (Jornal do Comércio)



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