Do reggae ao soul, Ultramen lança novo álbum nesta quinta no Opinião – Porto Alegre 24 Horas
Connect with us

Cultura

Do reggae ao soul, Ultramen lança novo álbum nesta quinta no Opinião

Publicado a

em

É de experiências que nos formamos. E, para a Ultramen, não é diferente. Composto de diversas influências, o grupo realiza show do álbum Tente enxergar nesta quinta-feira (8), às 22h, no Opinião (José do Patrocínio, 834). Os ingressos são vendidos nos valores de R$ 45,00 (primeiro lote mais doação de um quilo de alimento não perecível) a R$ 140,00.

A banda surgiu em 1990, no Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho. O jovem Tonho Crocco teve contato com a Ultramen na MTV, quando Pedro Porto e Zé Darcy apresentaram a demo da – na época – dupla. Ao tomar conhecimento de que necessitavam de um vocalista, ele se voluntariou de imediato. Marcada, de início, pela forte influência do rap nacional e norte-americano, além do rock metal, a Ultramen recebeu de Crocco um pouco de samba rock. Assim, estava feito o caldeirão de influências do grupo, um dos mais importantes da cena musical gaúcha das últimas décadas.




Os diferentes gêneros transitam desde o funk, reggae e soul, além dos citados acima. Crocco conta que a intenção da Ultramen sempre foi a de abordar vários estilos musicais, mas eles não tinham ideia de que estilos seriam estes. “Nós trabalhamos com um repertório bem diverso e vasto”, acrescenta o vocalista. O caminho percorrido até aqui é singular. Desde o primeiro show, realizado em 1991, até o lançamento de Tente enxergar, o grupo se mantém praticamente inalterado. O espírito que move os integrantes segue o mesmo. “Queremos ter algo para mostrar. Isso faz parte de ser uma banda autoral, adoramos compor”, relata Crocco.

Após quase 30 anos desde a primeira formação, o grupo, hoje, é composto por Tonho Crocco (vocal), Pedro Porto (baixo), Malásia (percussão), Leonardo Boff (teclado), DJ Anderson (scratches) e Zé Darcy (bateria). Todos viram, de perto, as mudanças no mercado da música gaúcha. O vocalista comenta que, por mais que o rock gaúcho fosse presença forte nos anos 1990, a Ultramen não permaneceu engessada ao estilo. “Procuramos outros lados e tendências para que não ficássemos somente caracterizados por um único gênero.”

Essa diversidade pode também ter sido uma das razões para o sucesso da Ultramen além da divisa com Santa Catarina. Crocco relembra que o reconhecimento – não necessariamente sucesso – foi percebido ainda 1998, quando do lançamento do primeiro disco, que contava com o selo Rock It!, de Dado Villa-Lobos. A música Bico de luz, tocada em rádios pelo Brasil, ajudou na divulgação. Mas foi 2005 – ano em que a Ultramen foi convidada para participar do CD e DVD Acústico MTV Bandas Gaúchas, em parceria com Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Wander Wildner – o ano que marcou a chegada a locais tão distantes, como a Argentina.




No ano seguinte, no lançamento do disco Capa preta, a banda iniciou a turnê do álbum com hits como Tubarãozinho e É proibido, estendendo os shows até 2008. “Paramos naquele ano, mas a ideia de retornar era unânime, até gravamos o DVD Máquina do tempo, lançado em 2016”, afirma Crocco. Como argumenta o vocalista, ele vê a parada como um processo que serviu para amadurecimento dos integrantes. “Cada um tocou seus projetos pessoais, um para cada lado do mundo para que não nos encontrássemos”, brinca. Foi o modo encontrado para conseguir um certo descanso, algo impensável no ritmo alucinado que vinha a Ultramen.

A escolha do Opinião para o lançamento de Tente enxergar se faz compreensível. Local em que gravaram ao vivo o DVD de “despedida”, o Opinião é um palco que a Ultramen considera com carinho. “O espaço tem uma capacidade ótima, estrutura excelente para os shows e permite que estejamos próximos ao público”, aponta Crocco.

Mesmo com as mudanças naturais que o mercado fonográfico sofreu e o envelhecimento do público que iniciou acompanhando na década de 1990, isso não altera a música do grupo. “Este álbum não tem grandes diferenças para o último, nem para o primeiro. Temos menos músicas em inglês, apenas Going crazy, e há uma influência do funk norte-americano dos anos 1960 e do pop. Nunca realizamos mudanças no nosso estilo”, pontua.

Essa miscelânea de sons mantém a Ultramen presente na cena artística, mesmo depois de quase três décadas de sua criação. “Nossa visão de música e futuro é a de que tocamos por amor e diversão”, completa Crocco. (Frederico Engel | Jornal do Comércio)

Patrocínio

Publicidade

Patrocínio
Patrocínio