Diretor do Detran-RS pede que União opte entre um dos modelos de emplacamento em vigor no Brasil – Porto Alegre 24 Horas
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Diretor do Detran-RS pede que União opte entre um dos modelos de emplacamento em vigor no Brasil

Bolsonaro emitiu questionamentos a respeito do padrão adotado junto ao Mercosul nas últimas semanas.

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Foto: Reprodução
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O emplacamento de veículos no Brasil, que passou por mudanças significativas no final do ano passado, pode, novamente, ser revisto. O Governo Federal estuda a viabilidade da coexistência do Padrão Mercosul, adotado integralmente por 07 estados da federação, com o modelo fabricado anteriormente.

O Departamento Nacional de Trânsito está consultando os Detrans de todo o Brasil a respeito do assunto. E, no Rio Grande do Sul, o consenso é de que o órgão precisará optar por uma das alternativas. O diretor do Detran-RS, Enio Bacci, afirma que a transição é aceitável, mas que o uso dos dois formatos simultaneamente é inviável.

“Bom, uma solução que nos aponte o caminho, ou seja, ou o Governo Federal mantém a placa atual Mercosul, ou volta para a placa antiga. O que não podemos é manter duas placas coexistindo de forma perene. Porque seria o único caso do mundo aonde um país teria duas placas em vigor”, comentou o diretor do Detran-RS.

Os eventuais prejuízos financeiros provocados pela retomada da fabricação do emplacamento antigo também preocupam. Cada um dos 293 estampadores em atividade no território gaúcho teria investido cerca de R$ 40 mil em equipamentos por conta da adoção ao Padrão Mercosul.

“Leva-se em conta isto sim, que hoje nós temos 293 estampadores que produzem a placa nova no Rio Grande do Sul. Nenhum estampador, produtor, faz a placa antiga, ela foi desativada em dezembro do ano passado. Portanto se retornássemos a placa antiga, teríamos um problema sério de logística, e também uma situação financeira muito ruim, porque se os estampadores compraram equipamentos para produzir a placa nova, a base de R$30 mil, R$40 mil”, complementou.

O Rio Grande do Sul é o segundo estado com o maior número de placas do novo modelo, que está presente em mais de 470 mil veículos. O líder no ranking é o Rio de Janeiro, que teve adesão superior a 650 mil carros. Paraná, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Amazonas são os outros locais que suspenderam a fabricação do modelo antigo.

Ainda conforme Enio Bacci, os gestores gaúchos se precipitaram ao interromperem, completamente, a instalação das placas originalmente brasileiras. O diretor do Detran-RS ressalta que o Estado devia ter aguardado o fim das discussões a respeito do assunto, a nível nacional, para se movimentar.

“Eu preferia que nós tivéssemos tido mais cautela, a gestão anterior poderia ter aguardado um pouco mais porque hoje somente 7 estados da federação aderiram a nova placa. Os demais estão aguardando uma definição do Governo Federal. E seria muito mais tranquilo se nós estivéssemos neste lote de estados que aguarda as decisões que o governo federal vai tomar, para assim – se for o caso – implementar”, confirma Enjo Bacci.

O prazo para que os Detrans sugiram alterações no cenário projetado pelo Denatran chega ao fim nessa quarta-feira. A União estuda adiar o prazo final da implantação da nova placa no país, marcado para o dia 30 de junho. Caso isso aconteça, a nova data limite será o dia 31 de dezembro desse ano. (Aristóteles Júnior | Band)


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