Desempregados não se interessam por ‘menino veste azul e menina veste rosa’ e só querem que a vida melhore, diz economista – Porto Alegre 24 Horas
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Política

Desempregados não se interessam por ‘menino veste azul e menina veste rosa’ e só querem que a vida melhore, diz economista

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Créditos da foto da notícia: Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil.

Os milhões de desempregados no Brasil querem ver a vida melhorar e não se interessam se “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, como declarou a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, na semana passada.

A análise, da economista Monica de Bolle, pesquisadora do Peterson Institute, em Washington, destaca o principal desafio que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, têm pela frente: colocar a economia nos eixos, independentemente de uma “agenda de costumes”.

“O que as pessoas estão esperando do governo Bolsonaro é ver a vida melhorar. ‘Menino veste azul e menina veste rosa’ não é algo, sinceramente, que esteja no radar da maior parte da população brasileira, especialmente dos milhões e milhões que seguem desempregados. Vai ser um grande tiro n’água se esse for o foco do governo e vai acabar abalando a confiança no Bolsonaro”, disse De Bolle, que também é diretora do Programa de Estudos Latino Americanos da Johns Hopkins University, em entrevista à BBC News Brasil.

Bolsonaro e Paulo GuedesREUTERS/UESLEI MARCELINO | Resta saber se agenda de Paulo Guedes é a mesma de Bolsonaro, diz economista

A esse desafio, ela diz, somam-se complicações políticas, que podem vir até dos aliados do presidente. Para a economista, militares e evangélicos representam obstáculos para a aprovação das medidas anunciadas por Guedes ao assumir a pasta.

Os evangélicos, pondera, poderiam dificultar o andamento da reforma da Previdência ao impor projetos de fundo religioso ou conservador – a exemplo de textos sobre a chamada “ideologia de gênero” – como prioridade no Congresso.




“Eles possuem uma agenda que não tem nada a ver com a econômica, que é essa agenda de costumes”, diz De Bolle.

“Há ministros no governo que apoiam essas pautas e muita gente no Congresso que também as defende, entre eles os novos congressistas. Aí existe um ponto de tensão: o que vai ser prioridade, no final das contas?”

Já os militares, com sua postura nacionalista, poderiam dificultar as privatizações defendidas pelo ministro, tópico que já foi origem de divergências entre ele e o presidente.

Caberá, portanto, a Bolsonaro mediar essas tensões, além de entregar o que prometeu durante a campanha em termos combate à violência. Em cima de todas essas questões, diz De Bolle, resta ainda uma dúvida fundamental: bem recebida pelo mercado, a agenda econômica de Paulo Guedes é a mesma de Bolsonaro?

Leia a entrevista completa no site da BBC Brasil.


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