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Deputada mais votada no Brasil, Janaína Paschoal fala sobre risco de Bolsonaro não concluir mandato

Deputada estadual avalia que conflitos e encrencas construídos pelo próprio clã Bolsonaro põem em xeque a continuidade da atual gestão

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Geraldo Magela/30.08.2016/Agência Senado

deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, foi a convidada desta segunda-feira (04/11/2019) do programa Roda Viva, da TV Cultura. Polêmica e controversa, a parlamentar tenta afastar-se do rótulo de “Bolsonarista” e da própria legenda – “Não sou mulher de partido” – e de aparentar proximidade com o clã do presidente Jair Bolsonaro (PSL). E ao ser provocada pela bancada de jornalistas, ela admitiu que o presidente corre o risco de não terminar seu atual mandato.

“Não pela prática de crimes, eu não acredito que ele vá cometer crimes. Eu acredito no presidente”, ponderou a parlamentar. “Mas ele se circulou de pessoas que não o aconselham bem. Tem bons e excelentes ministros e o governo está indo bem. Conseguimos a reforma da Previdência, um sonho até ontem. Será entregue a reforma administrativa. Mas veja: ele já não é uma pessoa querida pelos formadores de opinião. Ainda há muita gente no povo que o apoia, mas as pessoas cansam”.

Deputada mais votada em toda a história para uma Assembleia Legislativa no Brasil, com mais de 2 milhões de votos conquistados em 2018, Janaína avalia que há situações onde o próprio presidente cria os conflitos, “onde flagrantemente não precisa”.

Segundo ela, há momentos em que se une uma pessoa que cria conflitos – inclusive com o apoio da família -, e vai criando animosidades, com formadores de opinião que já não gostavam dessa pessoa e isso vai formando um “caldo de cultura muito negativa”.

Muita sorte
“Tem que ter muita sorte e o presidente tem sorte. Sobreviveu a um atentado e foi eleito sem recursos. Mas eu gostaria de que eles todos eles colocassem um pouco a mão na consciência e se esforçassem para entender o papel que hoje eles têm. O presidente não é mais um deputado temático. É o presidente da República”, ela ressaltou.

A deputada se diz preocupada quando ouve falar em reeleição em um primeiro ano de governo, quando, ela reitera, há um tamanho de encrencas e conflitos que são típicos de final de governo.

No entanto, a deputada avalia, também, que, por ora, não há nenhum argumento jurídico que venha a justificar um pedido de impeachment de Bolsonaro. “Por enquanto, juridicamente, não há nenhum motivo para querer pretender afastar o presidente”, ressaltou.

Impetuosidade
Para ela, o melhor dos mundos para Bolsonaro é que ele termine seu mandato e consiga tocar as reformas “importantíssimas”. Mas, a deputada diz, o presidente tem que ponderar e moderar mais a impetuosidade.

“Pode ser que chegue forte para concorrer novamente, pode ser que não. O que interessa é terminar com dignidade e passar o poder para quem vem depois. Agora, se continuar tanta confusão, a chance de a esquerda voltar é muito maior e real. Basta olhar para os lados e ver o que está acontecendo na América Latina“, observou.

Janaína Paschoal repetiu que não quer ver o PT de volta ao poder e falou que, se o presidente Bolsonaro não “cuidar da responsabilidade que lhe foi conferida”, essa chance existe.

Ela ainda reiterou: caso as eleições presidenciais fossem hoje, ela votaria novamente em Bolsonaro, dada a falta de alternativas, segundo avaliou. “Mas ou ele [Bolsonaro] melhora, ou nós teremos que construir uma alternativa”, completou.

(Metrópoles)

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