Conheça um pouco da história de um famoso garçom de Porto Alegre que “pediu a saideira” para se dedicar exclusivamente à advocacia
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Conheça um pouco da história de um famoso garçom de Porto Alegre que “pediu a saideira” para se dedicar exclusivamente à advocacia

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Foto: Tânia Meinerz/Divulgação

Quando o garçom Dinarte Valentini pediu a saideira do Bar do Beto para servir somente à Justiça, a noite de Porto Alegre perdeu uma figura emblemática mas o dia ganhou um combativo profissional do Direito. E para marcar essa virada de capítulo, ele decidiu compartilhar em detalhes a sua trajetória em uma longa entrevista ao jornalista e pesquisador Marcello Campos – repórter do jornal “O Sul”.

O resultado está no livro “De Bandeja – A História de Dinarte Valentini”, lançamento do selo editoral Arvoredo Books. São 123 páginas que resgatam uma biografia intensa, mesmo contada por um personagem real que ainda nem chegou aos 50 anos de idade.

No cardápio está um prato principal de recheio generoso em idealismo, dedicação, persistência e camaradagem, temperados pela visão bem humorada e sensível da vida. Na cobertura, histórias testemunhadas ou mesmo protagonizadas por um sujeito que reúne vários personagens em um só. E na sobremesa, 130 depoimentos de colegas, fregueses, amigos e familiares.

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E todos eles estão no livro, em textos e imagens: o guri arteiro de Encantado (Vale do Taquari), o rapazinho assustado em Porto Alegre, o aprendiz das madrugadas, o “psicólogo” da noite, o estudante incansável, o advogado combativo, o marido apaixonado, o pai amoroso, o amigo incondicional. Um homem de sorriso largo, mente aberta e coração sempre pronto para o abraço.

“Mesmo sendo um cara jovem, ele carimbou a sua figurinha no álbum de tipos populares da cidade”, conta Marcello Campos, que topou a ideia de publicar, engrossando uma lista de biografados que inclui Lupicínio Rodrigues e Norberto Baldauf. “Boa parte do caminho que eu percorri até agora não deixa de ser um resumo das alegrias e dificuldades de uma rapaziada que deixa o Interior gaúcho em busca de oportunidades na Capital”, completa Dinarte.

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Trecho

Como não poderia faltar nesse tipo de publicação, a autobiografia alterna momentos reflexivos com relatos inusitados de quem “viu de tudo e não viu nada” em três décadas de trabalho na noite porto-alegrense. Alguns deles garantem boas risadas a quem aprecia “causos” boêmios da cidade. Confira, a seguir, um desses trechos.

“Famoso pelas sopas “levanta-defunto” que atraíam na madrugada uma fauna de trabalhadores, boêmios, prostitutas, travestis, gigolôs e traficantes, o restaurante Tia Dulce me proporcionou um baita aprendizado e histórias difíceis de acreditar, se eu mesmo não tivesse testemunhado. Eu vi, por exemplo, um bebum tomar meia terrina de sopa e depois deixar os próprios carpins dentro do prato!”.

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Contato

A autobiografia “De Bandeja – A História de Dinarte Valentini”, pode ser adquirida diretamente com o autor. Contatos por meio do telefone (51) 99833-0162 ou e-mail [email protected] (Marcello Campos | O Sul)

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