Confira as opções para estudar, empreender e trabalhar no exterior – Porto Alegre 24 Horas
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Confira as opções para estudar, empreender e trabalhar no exterior

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Cresce a procura de brasileiros por morar no exterior, seja para estudar, empreender ou trabalhar. Países da Europa, Oceania e América do Norte abrem as portas para receber profissionais que possam agregar valor às suas economias. Esta é a combinação perfeita para quem pensa em internacionalizar a sua trajetória.

Cada país tem sua área de destaque, sendo que TI (Tecnologia da Informação) tem, de longe, a maior demanda em todos os países.

Em geral, Canadá e Portugal têm sido boas opções para estudar, respectivamente, pela cotação da moeda e pelo idioma. Os Estados Unidos, contudo, continuam a ser um dos destinos mais procurados para mestrados e doutorados por causa do renome de suas universidades.

Para empreender, EUA e Portugal são os destinos mais procurados por brasileiros e, para trabalhar, o céu é o limite. Vale também dar uma olhada nas listas de “profissões em falta” que alguns países têm. Este é um caminho para migrar já com o visto de trabalho e mantendo-se em sua área profissional.




Professor da FGV EBAPE, Marco Tulio Zanini pondera que embora haja uma abertura de países aos profissionais estrangeiros, a peneira é muito seletiva. Em contrapartida à tal abertura, os países querem profissionais altamente qualificados, dando preferência a quem agregue conhecimento e não apenas ofereça um trabalho operacional.

“Temos observado vários países abrindo as portas a imigrantes, preferencialmente descendentes, para atrair força jovem de trabalho.”

Ele aponta algumas especifidades: Portugal e Austrália buscam quem trabalha com TI. Nos EUA, além de TI, destacam-se as áreas de pesquisa e consultoria. Já em alguns países da Europa, como Alemanha, a área de saúde é a bola da vez.

Conheça a área antes e faça contatos

Em todas as opções, o planejamento é a chave. O primeiro passo é falar o idioma local. O segundo, ter economias para os primeiros tempos. No caso de empreendimento, pelo menos um ano de reservas. Se for para estudar, tem que poder se bancar sem contar com um trabalho extra (o visto de estudante concede horas limitadas de trabalho). Contatos também ajudam.

A especialista em LinkedIn que ajuda profissionais a internacionalizarem suas carreiras, Karla Martins tem acompanhado o processo de clientes na mudança para Portugal e corrobora Zanini sobre a grande demanda em TI no país europeu. Segundo ela, os profissionais portugueses desta área foram captados por outros países na Europa, que pagam melhor. Logo, há vagas para estrangeiros.




Ela orienta começar a planejar a mudança com a maior antecedência possível. O primeiro passo, diz, é ver se sua profissão tem espaço no mercado desejado:

“O ideal é se mudar já com um emprego certo, mas isso é muito difícil. Então, se houver demanda na sua área, passe uma temporada no país para reconhecer o terreno, fazer contatos, procurar imóvel e ver a documentação necessária. Caso te chamem para uma vaga, tudo isso deve estar encaminhado.”

Diante da procura crescente de amigos pedindo ajuda para empreender nos EUA, Sílvia Pimenta Velloso se associou à irmã, Marta Meyerhans, radicada há 20 anos no país para juntas abrirem a Athena Strategy Consulting, uma agência que presta consultoria a pequenas e médias empresas interessadas em se expandir em solo americano. As duas irmãs são da área de mercado de luxo e consultoria de marcas.

Segundo Sílvia, o mercado americano tem hoje oportunidades principalmente nas áreas de saúde e bem-estar, sustentabilidade, tecnologia e soluções em serviços urbanos (mobilidade e conectividade). Ela alerta que é importante galgar espaço, pois a competição é grande.

“Os brasileiros conectam-se mais rapidamente entre si e são seguidos pelos demais latinos, mas é fundamental conquistar o cliente americano para usufruir da força e constância do mercado local. O Brasil é visto como uma fonte consistente de qualidade, saúde e beleza, e os produtos são bem recebidos.”

Adriana Santos, gerente do departamento de vistos consulares da Schultz explica que os vistos de trabalho são específicos, assim como os seus processos.




O Canadá, segundo ela, não tem entrevista pessoal e o governo avalia os documentos enviados. Nos EUA, existe uma entrevista pessoal em que o oficial pode ou não pedir os documentos. Já na Austrália, a imigração faz a avaliação na chegada ao país.

Ela alerta que o visto de trabalho não é tão fácil, pois, geralmente, são para profissionais com cargos de gerente para cima. Diz ainda que engana-se quem acha que é mais fácil ir para Canadá do que EUA.

Há ainda informações sobre como empreender em outros países no Portal Consular, do Ministério das Relações Exteriores: portalconsular.itamaraty.gov.br.

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