Com estoque quase zerado, Banco De Leite Humano do Hospital Fêmina pede doações
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Com estoque quase zerado, Banco De Leite Humano do Hospital Fêmina pede doações

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Foto: Divulgação

Por Annie Castro | Sul21

Há meses o Banco De Leite Humano do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, sofre com o desabastecimento. No último dia 12, uma publicação na página do Banco no Facebook mostrava uma foto do estoque praticamente zerado e pedia doações urgentes. Nesta quarta-feira (14), a situação não é diferente. Segundo a técnica Cristiane Camilotti, o Banco possui apenas um frasco de leite de 100 ml para dividir entre quatro recém nascidos.

De acordo com Cristiane, esses seriam os bebês que estão sendo priorizados diante da situação de desabastecimento, mas na realidade a demanda do Banco de Leite é de alimentar mais de dez recém nascidos. “Esses quatro são os bebês com o menor volume e por isso a gente dá preferência. Temos mais de dez bebês que poderiam estar recebendo e não estão. Acabamos priorizando os que têm mais problemas e os casos mais graves”, explica.

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Um único litro de leite pode chegar a alimentar até dez bebês, dependendo do peso de cada um dos recém nascidos. “Têm bebês hoje que recebem até 2ml de três em três horas e bebês que recebem 50ml de três em três horas. Varia muito. Com um estoque alto, a gente envia em torno de um a dois litros por dia de leite”, afirma Cristiane. De acordo com a técnica, o Banco precisaria ter disponíveis cerca de 30 litros de leite por mês para suprir a demanda.

Para fazer a doação de leite humano as doadoras precisam se cadastrar no Banco de Leite. Os pré-requisitos exigidos são: que doadora tenha leite excedente, seja mãe de um bebê de até no máximo um ano de idade e seja saudável, com exames negativos para VDRL, HIV, HBSAG e ANTI-HCV. Segundo Cristiane, mães que morem em Porto Alegre e na região metropolitana podem fazer doações.

O cadastramento pode ser realizado pessoalmente no Banco, que fica na Rua Mostardeiro 17 e funciona de segunda à sexta das 8h até o meio-dia e das 13h15 até as 18h, e por telefone ou por e-mail. “A gente prefere que ela venha aqui porque aí ela vai receber todas as orientações de como fazer a coleta em casa, de como fazer a higienização. Mas se é uma mãe que teve o bebê muito recente e não tem como sair de casa, a gente consegue fazer tudo por telefone e e-mail. Ela nos encaminha todos os exames por e-mail e a gente faz o cadastro dela”, diz Cristiane. Após realizar o cadastro, as doadoras fazem a coleta em casa e armazenam o leite congelado. “Uma vez na semana, a gente faz buscas”, explica a técnica.

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“Se as mães puderem vir nos ajudar, todas as outras mães que estão aqui com os seus bebês internados são muito gratas. Às vezes elas não conseguem manter a produção em função do longo período de tempo que esses bebês ficam internados, por condições de cansaço, de estresse; tudo isso interfere na produção do leite delas e elas não conseguem manter essa produção para o filho”, explica Cristina.

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