Com apoio de notáveis, PCdoB e PT oficializam chapa Manuela/Rossetto

Política

Com apoio de notáveis, PCdoB e PT oficializam chapa Manuela/Rossetto

Chico Buarque, Caetano Veloso, Jean Wyllys, Djamila Ribeiro e Leonardo Boff respaldaram a candidatura
Foto: Reprodução

Brasil de Fato

Com uma bateria de críticas à situação atual da cidade e do país, PCdoB e PT confirmaram neste sábado (12) as candidaturas da ex-deputada Manuela D`Ávila e do ex-ministro Miguel Rossetto à Prefeitura de Porto Alegre. Ambos citaram o fato da capital gaúcha ter a mais alta tarifa de transporte coletivo do Brasil, além de um déficit de 12 mil vagas na educação infantil, frequentes faltas de abastecimento de água, descaso com enchentes, falhas na educação e mau atendimento na saúde pública.

Chamando a atenção de que, na disputa pela prefeitura, estarão dois ex-prefeitos, mais o prefeito atual e seu vice, Manuela questionou: “se todos eles são responsáveis pelos problemas que se acumularam nos últimos anos, como agora, na campanha, irão resolvê-los?”

“Alternativa ao ódio e à violência”

Disse que suas prioridades, se eleita, serão reduzir a tarifa de ônibus, garantir saúde pública e não privatizada, suprir a carência de 12 mil vagas na educação infantil, combater o desemprego e a desigualdade e enfrentar o racismo, o machismo e a LBGTfobia.

Lembrando a campanha de fake news de que foi vítima, Manuela apresentou a chapa como “uma alternativa ao ódio, à violência e ao desemprego”. Confia, porém, no princípio de que “cada mulher desta cidade tome a dor da outra como sua”.

Notou que, no enfrentamento da pandemia, foram os países governados por mulheres que deram as melhores respostas. Citou a senadora Kamala Harris, candidata a vice na chapa democrata nos EUA, a ex-presidenta Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, atual vice-presidenta da Argentina, e a deputada norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez para ressaltar a importância da presença feminina no poder.

“Voltar a iluminar o país”

Em sua fala, Rossetto prometeu que, apesar do “ambiente autoritário e fascista” do Brasil de hoje, “vamos voltar a iluminar o país”. Na abertura do ato, um vídeo exibiu o apoio de figuras da música, do cinema, da literatura, da TV, da academia e da militância para Manuela. Entre eles, Chico Buarque, Caetano Veloso, Boaventura Souza Santos, Luis Eduardo Soares, Leonardo Boff, Djamila Ribeiro, Jean Wyllys, Bela Gil, Jorge Furtado, Bruno Garcia, Mel Lisboa, Carol Proner, Maeve Jinkings, Márcia Tiburi, Celso Amorim e Eduardo Suplicy.

A estrutura do ato virtual usou Manuela e Rossetto como âncoras informais que chamavam intervenções ao vivo de eleitores de diferentes bairros e vinculados a diversas pautas, como educação, moradia, alimentação orgânica, racismo, coleta seletiva, inclusão social, entre outros.

A eles se juntaram o governador Flávio Dino, do Maranhão, o ex-governador Olívio Dutra e a prefeita de Barcelona, Ada Colau, que lembrou como a capital gaúcha, no passado, despertou a atenção no mundo por suas administrações.

Oito candidaturas definidas

Na reta final das convenções e do fechamento das alianças, os partidos fazem os últimos ajustes e transformam o panorama eleitoral de Porto Alegre que chegou a ter 17 pré-candidaturas. A expectativa é que o pleito não tenha mais do que 13 concorrentes, dos quais oito já estão ratificadas.

Na quinta-feira (10), o PSol confirmou a chapa com a deputada federal Fernanda Melchionna, tendo como vice o ex-árbitro Márcio Chagas e em coligação com a UP e o PCB. No mesmo dia, o PSD lançou a chapa à prefeitura que reúne o vereador Valter Nagelstein, que tem como seu vice o delegado João Carlos Diogo. Ainda no sábado, mais duas candidaturas confirmadas: as do ex-prefeito José Fortunatti pelo PTB e do ex-judoca João Derly pelo Republicanos.

O PDT usou o sábado para aprovar a chapa composta pela deputada estadual Juliana Brizola e a professora Maria Luiza Loose, representante do PSB. Enquanto isso, na sexta-feira (11), o atual vice-prefeito Gustavo Paim divulgou vídeo desistindo de concorrer pelo PP, partido que se aliaria ao PTB. Porém, no dia seguinte, Paim desistiu de desistir e voltou a ser candidato.

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