Chegada de marcas chinesas ao mercado brasileiro aumenta circulação de celulares irregulares no país
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Chegada de marcas chinesas ao mercado brasileiro aumenta circulação de celulares irregulares no país

Número de smartphones piratas vendidos nesse ano deve triplicar em relação a 2018.

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Foto: Reprodução

O aumento nas vendas de smartphones irregulares no Brasil preocupa a Agência Nacional de Telecomunicações. De acordo com um levantamento divulgado pela IDC Brasil, 2,7 milhões de celulares piratas devem ser comercializados até o fim do ano no país – um número três vezes maior do que o registrado no ano passado. 85% das transações é feita pela internet.

Ao todo, o mercado projeto que 45 milhões de aparelhos sejam inseridos no dia-a-dia da população até a virada para 2020. 6% desse total terá origem no mercado informal, que é composto pelos aparelhos que chegam do Paraguai e são vendidos, a preços menores, sem a certificação da Anatel. A chegada de marcas chinesas, como Huawei e Xiaomi ao Brasil, é apontada como o fator de impulsão desses dados.

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O analista de Mobile Phones & Devices da IDC Brasil, Renato Meireles, explica que os consumidores que buscam os produtos piratas buscam uma relação custo-benefício que, dificilmente, pode ser encontrada nos aparelhos vendidos legalmente. Ou seja: os usuários buscam os smartphones potentes e de valor reduzido, que são facilmente encontrados no ambiente online:

“Ele busca para uma especificação mais robusta: uma câmera melhor, uma tela melhor por conta dos streamings, mais memória.”

O principal risco para os compradores, além dos prejuízos óbvios à economia do país, é a justamente a falta da garantia. Apesar de funcionarem de uma forma bem similar aos aparelhos regulares, os celulares piratas dificilmente podem ser trocados, em caso de problemas na fabricação, já que a transação por trás da chegada deles ao Brasil dificilmente é documentada.

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“A gente percebe uma crescente do mercado aqui no Brasil, é um percentual pequeno mas viemos acompanhando desde o primeiro semestre teve um crescimento agressivo nesse mercado.”

Os smartphones irregulares podem, também, serem alvos de bloqueios por parte das autoridades que fiscalizam o setor no Brasil, já que a Identidade Internacional de Equipamento Móvel deles não é registrada na base de dados nacional. A homologação dos aparelhos pode ser consultada pelos usuários no site da Agência Nacional de Telecomunicações. (Aristóteles Júnior | Band)

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