Bloqueios de ruas alteram trânsito e linhas de ônibus para julgamento de Lula; confira
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Bloqueios de ruas alteram trânsito e linhas de ônibus para julgamento de Lula; confira

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Porto Alegre vai, de fato, parar em diversos pontos devido ao julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) marcado para quarta-feira. Em uma operação que mobiliza todas as esferas da Segurança Pública e as Forças Armadas, a Capital terá áreas protegidas e bloqueios que devem afetar o trânsito e o trasporte coletivo. O principal isolamento será em torno no Tribunal, em um perímetro demarcado pelas avenidas Loureiro da Silva, Augusto de Carvalho e Edvaldo Pereira Paiva. As medidas, que começam ainda na terça, foram divulgadas na manhã de hoje pelo secretário Cezar Schirmer, demais autoridades que integram o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e representantes de órgãos como o Ministério Público Federal e do próprio TRF.




A entrada para o perímetro ocorrerá apenas no cruzamento da Loureiro da Silva com a Augusto de Carvalho e será exclusivo a autoridades, imprensa credenciada e pessoas autorizadas pelo TRF-4. De acordo com o comandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Andreis Silvio Dal’Lago, o bloqueio começa a partir do meio-dia de terça-feira e se torna total – aéreo, naval e terrestre – a partir das 17h. Será utilizado gradil e parte do efetivo para proteger a área. “Nós esperamos ter um dia 24 com tranquilidade, com democracia, direito à expressão e, sobretudo, dentro da lei, porque se passar esse limite a Brigada vai atuar com a devida energia”, disse Dal’Lago.

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O comandante-geral também comentou que a operação compreende o antes, o durante e o depois do julgamento. De acordo com o coronel, nos últimos dias o policiamento ostensivo foi intensificado nas imediações do TRF-4 e em outros pontos considerados sensíveis na cidade. Durante o julgamento, fica a cargo da BM a manutenção do perímetro determinado, proibindo a entrada de pessoas não-autorizadas.




No que se refere ao trabalho da Polícia Civil, o sub-chefe, delegado Leonel Carivali, disse que todo o encaminhamento de ocorrências e autuações em flagrante vinculadas às manifestações deverá ser feito na 3ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), localizada na rua Comendador Taváres, 381, bairro Navegantes. Já casos envolvendo menores de idade serão registrados em uma estrutura montada no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na avenida Cristiano Fischer, 1.440. “O órgão policial mais próximo das manifestações é o Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), mas é tão próximo que estrategicamente é arriscado”, explicou.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua desde esta segunda-feira reforçando a fiscalização dos veículos que ingressam em Porto Alegre. Junto dos outros órgãos envolvidos, a PRF deve garantir a segurança do prédio do TRF e do deslocamento dos desembargadores de suas casas até o Tribunal. “O planejamento é que o deslocamento seja feito de forma terrestre, já coordenado com a EPTC, mas, caso as condições de trânsito não possibilitem a chegada em horário previsto, já estamos com aeronave preparada para deslocamento aéreo”, disse o superintendente da PRF, João Francisco de Oliveira.




Alguns pontos em que o trânsito será prejudicado já foram divulgados. De acordo com o gerente de Controle e Monitoramento da EPTC, Paulo Ramires, a partir do meio-dia de hoje, já começa o fechamento da avenida Edvaldo Pereira Paiva com o Parque Harmonia e das ruas do entorno do TRF. No mesmo horário, toda a extensão da avenida será bloqueada no sentido Centro-bairro. Os desvios ocorrerão pelas avenidas Padre Cacique, Praia de Belas e Borges de Medeiros. O bloqueio na avenida Mauá será feito no cruzamento com a rua General Bento Martins a partir dos primeiros minutos da madrugada de amanhã, quando também ocorre o isolamento no sentido contrário da Loureiro da Silva a partir da Augusto de Carvalho. Às 5h, o fluxo da avenida da Legalidade, no acesso para a Mauá, será desviado pelo Túnel da Conceição, alterando o acesso à região central.

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Pelo menos 18 linhas de ônibus serão diretamente afetadas durante todo o dia do julgamento. São elas: 397 Bonsucesso, 376 Herdeiros/Esmeralda, 360 IPE, 394 Mapa, R32 Rápida-Bonsucesso, R32,1 Rápida-Bonsucesso/Parada 13, 349 São Caetano, 273 Belém Nobo/Hípica, 255 Caldre Fião, 382 Cruzeiro, 272 Moradas da Hípica, 282,1 Pereira Passos, 178 Praia de Belas, 244 Santa Tereza, 244,1 Santa Tereza/M. Mattos, 346 São José, 176 Serraria/Rodoviária e 188 Assunção. Outras linhas também podem sofrer atrasos menores.




O número de pessoas mobilizadas para esta operação, entre policiais militares, civis, federais, agentes da Força Nacional e soldados das Forças Armadas, que era estimado em aproximadamente 3 mil, não foi confirmado pelo secretário de Segurança Pública. Schirmer também disse que ainda não sabe quantos recursos foram gastos para garantir a operação, que contará com as câmeras de videomonitoramento e atiradores de elite para observar a movimentação tanto na região do TRF-4 quanto nas áreas onde haverá manifestações populares, como o Anfiteatro Pôr do Sol, que reúne manifestantes pró-Lula, e Parcão, que deve concentrar grupos a favor da condenação do ex-presidente. “Nós queremos proteger, primeiro, o TRF, depois as manifestações contra e a favor, que vão ocorrer em torno do tribunal”, explicou Cezar Schirmer. “Queremos que os 1,4 milhão de portoalegrenses tenham o mínimo possível das suas vidas afetadas em função desse acontecimento”, completou; (Correio do Povo)



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