Banco de remédios de Porto Alegre luta contra desperdícios

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Banco de remédios de Porto Alegre luta contra desperdícios





A campanha é eterna: doe os medicamentos que você não vai utilizar porque sempre estará faltando para alguém. A regra é seguida pelo Banco de Remédios, em Porto Alegre, que recebe produtos não utilizados e os repassa aos pacientes – dos mais simples até os que custam milhares de reais. “Não há um remédio principal. Pegamos todos porque a busca é por todos”, diz o presidente da associação de ajuda humanitária, Dámaso Macmillan.

O Banco de Remédios foi fundado por Macmillan depois que ele passou por um transplante renal, em 1985. “Começou como uma rede de medicamentos renais. Aí, foram aparecendo outros, lúpulo, oncologia…”, recorda. A partir de 2005, o banco já operava oficialmente com remédios para diversos tipos de enfermidades.

Atualmente, oito pessoas são voluntárias fixas da associação, mas o número total pode chegar a 40. O lema básico da equipe é evitar o desperdício. “Os medicamentos custam muito caro, e muitas pessoas acabam não usando um terço deles. Isso não pode ir para o lixo”, alerta Macmillan. Por isso, há campanhas de arrecadação no Mercado do Bom Fim, por exemplo, aos sábados e domingos, das 10h às 17h.

Quem retira os remédios passa por um cadastramento em que é preciso apresentar receita médica. Também é necessário pagar uma mensalidade de R$ 40. Segundo Macmillan, o recurso serve para manter o serviço. “O valor serve também para o descarte do medicamento, que é especial e gera custos”.

Doações podem ser feitas no Banco de Remédios, rua Siqueira Campos, 1.184, conjunto 510, fone: 3026- 7552. (Band RS)



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