Baladas levam bom público ao Cais Mauá em Porto Alegre
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Baladas levam bom público ao Cais Mauá em Porto Alegre

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A esperada revitalização do Cais Mauá, pactuada em 2010 e com licença prévia para o empreendimento emitida em 2016, ainda não saiu do papel. Porém, o armazém A-7 está sendo utilizado para promover festas que têm agitado a beira do Guaíba. As baladas são organizadas por meio de uma parceria entre a produtora Grupo Austral e o Cais Mauá. O espaço foi cedido em março em troca de melhorias no entorno e no próprio armazém.

Durante a Copa do Mundo da Rússia, o Grupo Austral, em parceria com uma marca de cerveja norte-americana, passou a utilizar o espaço como um ponto de encontro para assistir aos jogos da seleção brasileira e realizar festas – o mesmo já havia sido feito em 2014, na Copa no Brasil. A iniciativa deu certo, e, desde então, o A-7, de frente para o Guaíba, tornou-se referência para baladeiros e receberá outros eventos até o final do ano.

As atrações são apenas um aperitivo do que os porto-alegrenses poderão ter acesso quando a revitalização estiver pronta. No projeto, previsto para ser concluído em 2019, constam serviços com foco em gastronomia, cultura e lazer, além de áreas externas, com 11 praças.



As obras, programadas para começar em março, devem, finalmente, sair do papel em novembro. A informação foi confirmada pelo diretor-presidente do Cais Mauá, Vicente Criscio. A princípio, dois motivos atrasaram o início da revitalização: o trabalho de remediação ambiental foi maior do que o planejado devido ao acúmulo de passivo ambiental que existia na área dos armazéns – algo que já foi resolvido e está em fase de aprovação pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams) – e também por atraso na captação de recursos.

Como o espaço ainda não tem fins lucrativos, a ideia de conservar os galpões e fazer algumas melhorias foi a contrapartida para a cedência ao Grupo Austral. De acordo com Criscio, a área ainda não é uma empresa operacional e, dessa forma, não pode ter receita. “O Cais Mauá ainda não está apto a ter uma área comercial vendendo serviços e locações. Este era o grande impedimento para a utilização dos armazéns, mas achamos que era importante abrir as portas à população, e foi feita uma parceria com eles”, explicou.

Desde o início dos eventos na área, o Cais Mauá começou a ser procurado de forma mais recorrente para outras parcerias. A empresa se protege em contrato, e, se tiver alguma multa ou dano ao patrimônio causado em virtude destes eventos, eles serão arcados pela produtora. “Ainda estamos analisando uma forma de equacionar a cedência desses espaços e esperamos que, a partir do próximo ano, já tenhamos isso bem definido”, conta Criscio.




A grande procura pelos armazéns demonstra o desejo das pessoas em estar perto do lago Guaíba. “Já temos uma ótima amostragem pelo sucesso de público na parte revitalizada da orla, pelo número de pessoas que visita o local aos fins de semana. O mesmo acontece no próprio cais, que, mesmo longe de estar pronto, tem essa enorme demanda. E, de certa maneira, o lugar onde são realizadas as festas ficou muito agradável”, acrescentou o diretor.

Festas promovidas no armazém A-7 do antigo porto da Capital já atraíram 35 mil pessoas

Um projeto que começou na busca de um local não convencional, de certa forma “escondido” e que ainda não tivesse recebido baladas. Assim, o Grupo Austral chegou até o Cais Mauá para a realização de um evento no qual as pessoas pudessem assistir aos jogos da Copa do Mundo da Rússia. A partir dessa ideia, a produtora começou a lotar o armazém A-7, virado para a orla do Guaíba. A vista convidativa já atraiu 35 mil pessoas em 24 eventos.

A iniciativa deu tão certo que o Grupo Austral, em parceria com outras empresas do ramo de entretenimento, organizará novas festas até o final do ano – em torno de dez datas estão programadas. “Buscamos o contato com os responsáveis pelo Cais Mauá, eles acreditaram no projeto, tanto pela possibilidade de manutenção como pela visibilidade que os eventos trazem para o local. Até mesmo porque o grupo estava na busca de investidores para as obras de revitalização”, explicou Eduardo Corte Real, sócio-diretor do Grupo Austral.




Dentro dos projetos de remodelação dos prédios, está reservado um espaço para uma casa noturna ou de eventos. E o Grupo austral tem interesse em manter a parceria.

Como os armazéns foram cedidos para eventos temporários, não se tem a obrigação de uma acústica perfeita em dias de festa. Por isso, Corte Real conta que se reuniu com a presidente da Associação de Moradores do Centro Histórico, o Ministério Público e a prefeitura para buscar contrapartidas para o bairro. Uma delas foi a adoção da Praça Brigadeiro Sampaio para revitalização de bancos e da quadra de futebol como compensação a impactos sonoros que os eventos possam causar. (Jornal do Comércio)



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