Adolescente que deixou bebê recém nascido em lixeira de UPA é ouvida pela Polícia Civil

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Adolescente que deixou bebê recém nascido em lixeira de UPA é ouvida pela Polícia Civil

“Não acreditamos em manobra de aborto. Tudo até agora aponta que tenha sido um parto”, disse o delegado ao G1.
Sandro Fávero

Foi ouvida pela Polícia Civil nesta segunda-feira, a adolescente de 15 anos que deixou um recém nascido na lixeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso foi registrado na quarta-feira (1).

De acordo com informações do delegado Pablo Rocha, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente de Canoas, a jovem afirmou desconhecer que estava grávida.

“Não acreditamos em manobra de aborto. Tudo até agora aponta que tenha sido um parto”, disse o delegado ao G1.

Ainda segundo o depoimento, ela disse que havia sido atendida por um médico, que não teria constatado a gestação.

Na manhã do dia 1º, a jovem buscou atendimento na UPA com dores no abdômen, mas negou estar grávida. Na Unidade, ela foi ao banheiro. Logo após, a enfermeira encontrou o local ensanguentado e a criança na lixeira. O bebê já estava sem vida.

Ainda não foi confirmado se a criança nasceu morta. Todas as alegações serão comprovadas com os resultados do exame pericial, informou o delegado. A perícia deve ser divulgada em cerca de 10 dias.
As alegações da menina serão postas à prova com exame pericial, que terá o resultado divulgado em cerca de 10 dias. Ainda não há confirmação se teria sido um aborto ou um parto.

O delegado informou que diferentes possibilidades estão sendo trabalhadas pela investigação. Se houve uma ação antes do parto, ela responderá por aborto, caso a criança tenha nascido viva, por homicídio.

“Ou pode ter acontecido uma mera fatalidade, e a menina teve um parto e a criança nasceu morta”, ressaltou.

Até o momento, a polícia constatou que houve vilipêndio de cadáver [falta de consideração], pelo fato da criança ter sido deixada na lixeira.

*Com informações da GaúchaZH

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