Adolescente que atacou alunos em escola de Charqueadas é internado na FASE
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Adolescente que atacou alunos em escola de Charqueadas é internado na FASE

O jovem foi apreendido pela Polícia Militar gaúcha poucas horas após o ocorrido e confessou o crime.

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O jovem de 17 anos, autor do ataque a alunos do Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand, em Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre foi internado em uma unidade da FASE, a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul. O agressor foi apreendido pela Polícia Militar gaúcha poucas horas após o ocorrido e confessou o crime.

Ele é ex-aluno da instituição e, segundo a polícia, a ação foi motivada por bullyng. Ao todo, seis estudantes ficaram feridos pelo jovem, que estava armado com uma machadinha e portava uma garrafa com gasolina. As vítimas têm entre 12 e 16 anos, e registraram leves escoriações nas costas, braços e mãos.

O professor Juliano Mantovani, que conseguiu retirar o objeto da mão do agressor, relata como ocorreu a ação:

“Posso te confirmar que quando eu ouvi os gritos das crianças eu só lembrei das minhas filhas, parecia que eram elas que estavam gritando. Não hesitei e fui pra cima dele para retirar a machadinha e mais uma garrafa de gasolina que ele tinha na mão.”

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Logo após a ação do professor, ambos se desequilibraram e caíram no chão. O jovem então fugiu pulando o portão da escola:

“Eu tentei sair atrás dele, quando eu cheguei no portão que ele pulou os meus alunos me chamaram, me pediram para voltar pois os colegas estavam sangrando. Eu tive que fazer uma escolha: perseguir ele ou voltar e ajudar as crianças.”

Conforme o delegado Marco Schalmes, responsável pelas investigações, o agressor buscava se vingar de um estudante, em específico, que teria o agredido há alguns anos:

“Ele confessou o crime, referiu que foi por um desafeto dele, em virtude de umas violências sofridas na época em que ele estudava naquele colégio, até 2015. Então, hoje ele foi direcionado naquela escola para se vingar do seu desafeto. Foi uma ação planejada durante alguns meses, ele tinha coquetel molotov, tinha cordas e mais o machadinho. Não existiam outros indivíduos com ele.”

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O incêndio provocado pelo jovem em uma das salas de aula do local foi rapidamente controlado. O professor Juliano Mantovani, que já havia dado aula para o agressor, relata que o adolescente nunca havia demonstrado comportamento agressivo:

“Mas em relação a históricos ele sempre demonstrou um comportamento bem tranquilo na escola. Até fomos olhar os registros dele aqui e ele não tinha nenhuma passagem por indisciplina. Sempre foi um aluno tradicional de escola, tranquilo.”

O Comandante do 28º Batalhão de Polícia Militar, Maurício Padilha relata que a segurança das escolas do município vem sendo reforçada. Segundo o oficial, um grupo de whatsapp também foi criado entre representantes das escolas e autoridades policiais para facilitar a comunicação entre as partes:

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“Nós já temos o aplicativo WhatsApp que tem os 27 diretores das escolas que tem o contato direto com o comando do 28º batalhão. A partir daí vamos tentar montar uma outra estratégia no sentido de minimizar cada vez mais os problemas relacionados com a comunidade escolar.”

As investigações – que contam, também, com a participação da Polícia Militar – serão acompanhadas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que deve visitar a cidade nos próximos dias. (Gilberto Echauri | Band)

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